terça-feira, dezembro 09, 2008

"A verdadeira democracia" ( II ) ou a "maiacracia"

Em...Almada, na entrevista feita pelo semanário SEMMAIS, o Sr. José Manuel Maia, presidente da Assembleia Municipal de Almada, dá-nos ideia da democracia que é praticada pelo poder autárquico instalado.
- Diz o Sr Maia que hoje há “menos disponibilidade, menos participação e menos interesse dos cidadãos para se envolverem na causa pública.”
*O Sr. Maia esqueceu-se de dizer que a CMA e o seu partido ditatorialmente não aceitam críticas e afastaram as pessoas de participar, porque só lhes interessa a participação daqueles que estão de acordo com as ideias e decisões da Câmara e da presidente.
- Diz o Sr Maia que “no dia 26 de Abril de 1974 a freguesia do Pragal não tinha uma única rua alcatroada.Os esgotos passavam pelo meio da freguesia e água não chegava a toda a gente."
* O Sr. Maia está a fazer mais uma vez demagogia ou a falar para quem não sabe o que era Almada em 1974.
Ele não sabe que no dia 26 de Abril de 1974 a freguesia do Pragal ainda não existia. O Pragal, núcleo populacional pertencia à freguesia de Almada.
Actualmente é a Câmara que está a acabar com as ruas alcatroadas, substituindo-as por calçadas iguais à zona pedonal.
A freguesia do Pragal foi criada pela Lei 123/85 de 4 de Outubro.
O Sr. Maia não sabe porque ele não é de Almada, nem se interessa por Almada . Interessa-se só por si e pelo partido. Só veio morar para Almada em 1975 e a partir daqui integrou ou já integrava a Comissão de trabalhadores, a grande tarimba ou a "universidade" para ele. Provavelmente esteve mais interessado noutros problemas que em conhecer Almada ou exercer a sua profissão. - Diz, o sr. Maia, demagogicamente, que havia pobreza em Almada.
*Hoje não há pobreza? Há (mas para ele a culpa é do Governo).
Quanto aos esgotos passarem pelo meio da freguesia do Pragal, o que era a freguesia do Pragal em 1975 para o Sr. Maia?
A sul da estrada "velha" Almada - Monte de Caparica só havia quintas que a Câmara Municipal do seu partido tratou de betonizar, e encher de prédio$ para proveito da Câmara e companhia.
- Sobre a lei eleitoral, tece o Sr. Maia considerações muito de conveniência sua, da CMA e do seu partido.
*Esquece o Sr. Maia, que por eleição, dos eleitores para a Assembleia Municipal de Almada, o seu partido CDU-PCP-CDU, não obteve maioria absoluta. O PCP-CDU-PCP elegeu 14 deputados O PS elegeu 10 O PSD elegeu 7 O BE elegeu 3 Resumindo:
PCP-CDU-PCP - 14 eleitos por voto directo para a AM. OPOSIÇÃO - 20 eleitos por voto directo para a AM.
O Sr. Maia só é presidente da Assembleia Municipal porque a presença dos presidentes de Junta com direito a voto na AM defrauda os resultados da votação dos eleitores.
São presidentes de Junta de Freguesia: 8 do PCP-CDU-PCP, 2 PS e 1 PSD.
Somando : PCP-CDU-PCP 14+8 =22, PS 10+2= 12, PSD 6+1=7, BE 3 +0=3
temos:
PCP-CDU-PCP: 22
OPOSIÇÃO: 22
Sendo o sr.Maia presidente da AM, tem voto de qualidade e como “democrata” , “vota” sempre ou muitas vezes, contra o seu partido para defender a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA. Está-se mesmo a ver !
Para o Sr. Maia é democrático defraudar o sentido de voto dos eleitores - quando é de sua conveniência e do seu partido.
- A propósito do seu trabalho na Assembleia Municipal diz o sr. Maia: “Posso apenas dizer que é uma tarefa que gosto, até mais do que quando estava na Assembleia da República. Isto porque na AR com maiorias absolutas, o indivíduo sente que a sua participação não tem impacto”.
O Sr. Maia está numa maioria absoluta e com esta sua declaração, está a brincar com os cidadãos.
É MESMO PARA RIR DO DISPARATE
Sr. Maia, em Almada, os almadenses sentem que a sua participação não tem impacte!
Porque será?
Será porque o PCP-CDU-PCP tem maioria absoluta e o sr. Maia integra essa maioria? Na AR não lhe interessa maiorias absolutas.
Quando ele está numa maioria absoluta na Assembleia Municiapl já é bom.
Que falta de ética, de moral e que grande incoerência! Democrata, aspirante a, ou ditador mesmo?
- “Aqui na AM, a pessoa sente-se parte da construção do concelho e da resolução dos problemas. Há uma maior proximidade e contacto com a população e obra”, diz o sr. Maia.
Que pessoa?
Que parte?
Que construção? Que resolução?
Que problemas?
Que proximidade? Que contacto? Que população? Que obra?
O Sr. Maia diz o que pensa , mas não pensa no que diz.
ALMADA a um metro da "maiacracia" "maiacracia" a democracia evoluída!

27 comentários:

Anónimo disse...

O senhor Maia mora em Lisboa que é coisa boa... onde votará o senhor Maia?
Onde mora ou onde "trabalha"?

Pedro Santana disse...

Vão todos pastar num relvado verdejante.. por exemplo em vez de dizer mal a torto e a direito, e sobretudo ofender pessoas... já que não concordam nem um pouco com a obra do metro (aliás, nenhuma afinal!), aproveitem a relvinha no centro sul, ponham um guizo ao pescoço, e toca a pastar nos prado.

Nunca vi coisa mais ressabiada do que este pessoal que só maldiz.. estão mal? allez daqui para fora... não fazem falta nenhuma...


Piam piam, mas já sabem o que vai acontecer em 2009 :)
Temos muita peninha... é assim.. Deve ser muito triste andar azedo e ressabiado, quando não se têm frutinhos após tanta energia negativa gasta.. azar.

Anónimo disse...

Boa nôte senhor Pedro Santana (lopes).

Entrou de serviço ou já tem andado por aí?

Anónimo disse...

Só isto, Em Almada? Só foi capaz de retirar este monte de disparates da entrevista do Presidente Maia ao jornal? Pouco, pouquinho, como você!

Mas vamos lá ver quem é que é demagogo afinal.

Só duas notas. Em Almada diz que a Freguesia do Pragal não existia em 1974. É verdade, a Freguesia não existia. E o Pragal? Existia? Pelo que Em Almada diz, e se acreditássemos nele, não existia. Porque a sul não sei de que estrada eram só quintas. Mas ... e a norte? O Pragal Velho é mesmo ... velho! E os esgotos, corriam ou não a céu aberto no Pragal? No Pragal e não só no Pragal. Corriam ou não?

Bom, mas a demagogia barata do Em Almada fica muito mais evidente na segunda nota que quero deixar aqui: o sistema eleitoral. Primeiramente, e finalmente, o Em Almada começa a revelar as suas inclinações partidárias. Vem, ainda que subrepticiamente, defender que o actual sistema eleitoral é mau. Porque digo isto?

Simples, porque - e é o Em Almada quem o diz, reproduzindo o estafado argumento do PS - os Presidentes de Juntas de Freguesia não deviam ter voto na Assembleia Municipal! A maioria da CDU na Assembleia Municipal só existe por causa dos Presidentes de Junta de Freguesia da CDU! O Em Almada acha que não deve ser assim, porque se os Presidentes de Junta de Freguesia não contassem, a CDU não teria maioria (isto, partindo do pressuposto, de que PS, PSD e BE se juntariam sempre contra a CDU ...).

Ora muito bem, fica mais claro quem é e o que defende efectivamente este Em Almada. Só é pena que, atacando desta forma o actual sistema eleitoral, se tenha esquecido de dizer que a proposta que esteve em cima da mesa para o substituir (que pelos vistos para ele é muito melhor), o calaria de vez, porque essa proposta garantiria à força política que obtivesse mais votos (simples) a maioria absoluta de eleitos nos órgãos que elegemos (incluindo a Assembleia Municipal, sim!). Era uma proposta muito mais democrática, seguramente. Depois vem falar de democracia representativa. Sabe lá ele o que isso é...

E não falo aqui das maiorias absolutas, porque o próprio Em Almada se "perde" completamente nesta matéria. Primeiro a CDU não tem maioria absoluta (e é verdade, há um número igual de deputados municipais da CDU ao de todas as outras forças políticas somadas), mas rapidamente vem dizer que o Presidente Maia vive numa maioria absoluta. Afinal em que ficamos, Em Almada? Está baralhado, ou é demagogia barata mesmo? Por mim, inclino-me muito, muitíssimo, para a segunda hipótese!

Anónimo disse...

É tanto o disparate neste blogue que não sei se dá vontade de rir ou se de ter pena do seu frustado autor, que numa cegueira irracional consegue assumir para si uma pseudo-realidade que chega a ser patológica.

Safa, bem entregues estariam os almadenses se alguém como o autor deste blogue estivesse assumir qualquer cargo de poder!

(pronto, ok, já sei o que aí vem: "blá", "blá", "tens um tacho", "és um capacho da czarina", "estás formatado", "és pago pelo PCP", etc, etc, etc).

Todas as críticas são bem-vindas. Sempre.

Anónimo disse...

Sinceramente não percebo porque é que certa gente vem a este Blog...
Se não concordam com o que aqui se diz, se é tudo mentira, se quem aqui coloca os seus comentários não sabe o que diz, se são todos ressabiados, etc... PORQUE CÁ VÊM?
Sinceramente não percebo...
Isto não é um comício, não é um congresso numa praça de touros, nem tão pouco uma assembleia de "esquina"...
Dirão: não em democracia nós temos o direito à resposta, temos o direito ao contraditório, temos de contradizer as mentiras que "correm por aí..."
... E tudo isso é verdade... mas há um pequeno problema!...
Mais do que um problema, um enorme equívoco e contadição...
Vocês defendem um projecto de vida, um partido, uma gestão autárquica que não é democrática...
E quem não é democrata não sabe nem deve jogar o lindo JOGO DA DEMOCRACIA...
O que vocês sabem jogar é outro jogo... e é contra esse jogo que eu jogo, e por isso aqui venho...
AGORA VOCÊS?...
Deixem-me exemplificar:
O tão mediático líder da FENPROF como saberão é também militante do PCP...
Luta pela defesa dos interesses dos seus colegas professores... e até aqui tudo bem...
Agora ocorre que este antigo professor primário, não dá aulas há mais de 22 anos, não é gralha, são 22 anos...
Como é que alguém há 22 anos fora da sua actividade profissional pode defender, com propriedade, os interesses da sua classe?...
Mais... que tipo de democracia é esta em que se prepetua um sindicalista por 22 anos?...
Atenção, o exemplo assenta também noutras classes, olhem o caso dos bancários...
Falemos do exemplo da Câmara...
Que credenciais têm os membros da CMA para desempenharem a sua missão?...
São do povo!... foram a votos!...
Muito bem!... e isso chega?
A Presidente da Câmara e seus vereadores também pode gerir um hospital? uma empresa? fazer pontes? construir automóveis? desenhar troços de caminho de ferro, gerir universidades?...
Então não vale a pena estudarmos ou especializarmo-nos numa qualquer área do saber... o que interessa é estar com o PCP a servir o Povo!... isso justifica tudo (eu diria vendo o exemplo de Almada, que justifica até servirem-se do Povo)!
Continuem a vir a este Blog... penso que o EMALMADA me permite dizer que este é um espaço de liberdade aberto a todos...
Mas por favor... não nos venham ensinar Democracia, porque vocês, comunistas de Almada, não jogam esse jogo!
Tenho um enorme respeito por muitos militantes comunistas, uns que ainda estão no PCP, outros que o PCP já contribuíu para a sua saída, mas infelizmente pelos comunistas que estão nesta Câmara não tenho respeito nenhum...
É que o respeito não se compra nem se impõe...

Anónimo disse...

Se calhar um dos problemas da nossa terra é ser governada por pessoas de fora.
Só vieram para cá já crescidinhos/as.

Anónimo disse...

Claro que não vieram para governar...

VIERAM PARA SE GOVERNAREM...

É o que se tem visto e continua a ver-se:

- Fazem carreira na política, muitos deles já reformados apenas com dois mandatos de quatro aninhos...
- Fazem carreira no Partido, onde são "funcionários" a tempo inteiro...
- Fazem carreira nos sindicatos (dos professores por exemplo) onde militam a tempo inteiro durante dezenas de anos, com os ordenados pagos à custa dos nossos impostos...

Serão estes os verdadeiros representantes da classe operária e do povo trabalhador?

Operário, não sejas trouxa, abre os olhos!...

Anónimo disse...

Não deixa de ser interessante - embora preocupante - o espírito "verdadeiramente democrático" que alguns aqui dizem possuir mas que, depois, são incapazes de praticar.

Pergunta um anónimo porque é que "certa gente" vem até este espaço. Por "certa gente" e pelo seu discurso, entendo aqueles, nos quais me incluo, que assumem uma posição de crítica ao veneno que o autor do blog aqui vem destilando post após post.

Questiona-se este anónimo "verdadeiramente democrata" porque não nos calamos nós, se não concordamos com o que ele diz, então o que deviamos fazer era estar calados, não vir aqui dizer o que pensamos.

Muito bem, revela um espírito aberto, de profunda e verdadeira liberdade, de franca e aberta prática democrática, sem dúvida. Se não pensamos como ele, não temos nada que o aborrecer. É um discurso conhecido, já muito estafado, e que felizmente derrotámos com o 25 de Abril de 1974, data até à qual para além de discurso, foi prática do poder instalado.

Pelo meu lado, bem pode este anónimo continuar a tentar silenciar aquilo de que não gosta. Por mim, não silencia coisa nenhuma.

Mas o discurso deste anónimo tem uma pérola ainda mais edificante. Diz ele, às tantas, apenas isto: "A Presidente da Câmara e seus vereadores também pode gerir um hospital? uma empresa? fazer pontes? construir automóveis? desenhar troços de caminho de ferro, gerir universidades?... Então não vale a pena estudarmos ou especializarmo-nos numa qualquer área do saber...", o que é uma verdadeira barbaridade. Quem se julga este anónimo para fazer este tipo de juizo de valores sobre pessoas que há muitos anos desempenham funções públicas ao serviço dos almadenses? Não gosta deles? Paciência, tem que esperar pelo momento em que os de quem gosta possam exercer estas funções. Agora denegrir maliciosamente, com mentira e demagogia barata, que direito lhe assiste? Isto é usar a sua liberdade democrática para insultar e caluniar quem não merece, violando a liberdade de todos os outros.

Pergunto eu: o anónimo sabe fazer pontes? O anónimo sabe construir carros? O anónimo sabe gerir hospitais e empresas? O anónimo sabe, afinal, alguma coisa que seja? O que faz na vida? Estudou? E não tem o cargo político que julga merecer? É melhor que todos os outros juntos?

Depois admiram-se que eu venha aqui e classifique este vosso discurso de fascizante. É mesmo o que ele é: fascizante! Cheira mal, cheira a um passado que os portugueses rejeitaram e não querem mais para o seu país.

Quem não joga - e assume que não joga nas palavras que aqui escreve, também porque não sabe, mas principalmente porque não quer! - o mais elementar princípio do jogo da democracia é este anónimo, que tenta verberar com o seu discurso um rude golpe na liberdade de pensamento e de expressão desse pensamento, que é um dos pilares e fundamentos básicos daquilo que ele diz defender, mas que afinal ignora pura e simplesmente o que é: a Democracia!

Al-Ma'dan disse...

Os elementos do executivo camarário de Almada (todos PCP)não têm competência para estar à frente dos destinos desta terra. Não é que exista um curso para se ser bom autarca, mas a distinção entre o bom e o mau autarca vem da sua competência para o trabalho que tem em mãos. Estes senhores não a têm, desde logo porque são de uma forma geral mentes muito limitadas. Muitos deles nunca fizeram profissionalmente nada de jeito, estão encostados ao partido desde há muito, para mais a um partido onde não existe contraditório.
A única área do trabalho autárquico menos má é a da solidariedade social e da educação. Tudo o resto é uma desgraça. E porquê ? Porque as área citadas são as únicas para as quais essa gente tem sensibilidade. Para o resto, essa sensibilidade não existe. Daí as péssimas prestações na limpeza e na requalificação urbanas e na área de espaços verdes.
Para além disso, estão agarrados ao poder que nem lapas, fazendo lembrar o bom e velho caciquismo luso dos idos de novecentos.
Para manterem o poder, vale tudo, até porque cada câmara que o PCP perca, é um grande prejuízo para o partido, uma vez que a sua influência autárquica tem vindo a diminuir a olhos vistos.
Este senhor Maia é mais uma das tristes cabeças made in PCP, que na triste entrevista que deu se limitou, como sempre, a debitar a cassete do PCP, um chorrilho de lugares comuns, clichés e demagogia, sem que se depreenda dela algo de útil para a nossa terra.
Nota: parece que alguém ganhou vergonha na cara, porque ontem, ao atravessar a Ponte 25 de Abril à noite, reparei que no Cristo-Rei a parte luminosa onde se lia SAMSUNG, estava apagada. Após várias críticas, parece que alguém ganhou sensatez.

Anónimo disse...

A propósito:
Ui, UI, então o pimpolho democrata José Manuel Almeida Maia reside em Lisboa?
Onde vota este cidadão que é Presidente da Assembleia Municipal de Almada?
Em Lisboa desperdiçando um voto na sua maioria fazendo com que outros trabalhem para si ao jeito de falsos comunistas e traindo o PCP e Almada?

Em Almada, residindo em Lisboa?
Porquê e como?

Tirem-me esta dúvida que me persegue.

Anónimo disse...

Trabalhar na LISNAVE e depois pertencer ao poder local não é vergonha nenhuma.
Mas, o tal mas, é a diferença de comportamentos que o Sr. José Manuel Maia, o Sr. Henrique Carreiras e a D. Fátima Mourinho tiveram durante e depois do seu estágio na LISNAVE.

O Sr. Maia é um falso. Veja-se o que fez na Comissão de Trabalhadores.
O Sr. Carreiras rapidamente passou de emproado a choramingão. Vi-o, a chorar, assim como quem tinha medo de passar fome com a crise da empresa já referida.
A D. Fátima, com cursos feitos à conta da LISNAVE, traíu os seus então colegas quando quiseram criar uma frente de oposição aos Melo.

Depois, no poder autárquico, a desbunda.

O Sr. Maia ri mas não convence. É um traidor perante os seus iguais seres humanos.
O Sr. Carreiras coitado, do choro rapidamente passou à alegria de uma nova casa.
E uma vez reformado anda com uma viatura que é de todos nós.
A D. Fátima agora mais comedida mostra os dentes mas não para sorrir. Apenas para dar dentadas.
Obras com licenças? Isso era para os outros minha gente.

Anónimo disse...

A abortada lei autarquica facilitava as maiorias ao presidente de câmara vencedor que escolheria a restante equipa mas que respondia perante a assembleia municipal. Esta ganharia o estatuto de verdadeiro parlamento para as questões locais(aprovar orçamentos e fiscalizar o executivo)
A corporação dos autarcas com os presidentes de câmara do PSD à cabeça não quiseram, daí o PSD roeu a corda. Não fora a lei que limita os mandatos a três e na volta estávamos a eleger presidentes que uma vez instalados jamais seriam removidos.
As juntas de freguesia dependem tanto do presidente da Câmara que poucas se atrevem a dizer algo que desagrade, fazendo lembrar a dependência dos servos da gleba do suserano residente no castelo.
Chamar nestas condições autarquias às freguesias é o mesmo que chamar, autarquias às Câmaras antes do 25 de Abril, quando à sua frente estava um administrador colocado pelo Ministro do Interior, o tal que superentendia sobre as polícias e que mais que nenhum outro era da confiança do Presidente do Concelho.
É que autarquia é por defenição a que detem poderes próprios exercidos sem dependências. Desconheço o pensamento do Sr. Maia sobre a concepção que tem para o órgão a que preside desde o tempo em que era deputado. Já tem experiência para ter um pensamento próprio sobre o órgão a que preside sem esperar pelos diqtat do comité central do seu partido.

Anónimo disse...

Ando há uns dias a tentar perceber uma coisa.
Em Lisboa os trabalhadores da limpeza estão a fazer uma greve de 4(quatro) dias porque alguém da Camara Municipal disse que estavam a pensar entregar uma parte da recolha do lixo a uma empresa privada.
E em Almada? O sindicato não mobiliza (ou) os trabalhadores para a greve? É que em Almada já há algum tempo que uma empresa privada faz a recolha do lixo durante a noite.
Será que os privados para uma Camara do pc são a oitava maravilha e para as Camaras dos outros partidos são uns malandros?
Há qualquer coisa que me escapa...ou será que não...

trabalhador disse...

Anonimo das Dezembro 10, 2008 8:20:00 PM: Se o que se passa em almada fosse noutra camara que não fosse CDU, HAVIA GREVES TODOS OS DIAS!!!! até eles pararem de atingir os trabalhadores. Mas como é uma camara CDU, o STAL NÃO FAZ NADA!!!! é uma vergonha!!!!!!!!

Anónimo disse...

Estão todos amordaçados...
Ser militante tem um preço (alto). ESTAR CALADO.
Só botam faladura os "iluminados"...

Anónimo disse...

O anónimo que fala da abortada lei eleitoral para as autarquias locais, só pode estar aqui a revelar uma de duas coisas: ou ignorância total relativamente ao que se passou com a discussão daquela proposta, ou uma missão político-partidária. Inclino-me mais para esta última.

A proposta de lei que chegou a ser conjunta do PS e do PSD esbarrou, é certo, na oposição quase generalizada dos presidentes de Junta de Freguesia do PSD, mas também da maioria dos Presidentes de Câmara daquele Partido. Mas mais importante do que isso - essa é uma questão interna do PSD - foi a oposição UNÂNIME dos autarcas a alguns dos princípios constantes da lei no seio da Associação Nacional de Municípios Portugueses e da Associação Nacional de Freguesias! E UNÂNIME significa que os autarcas do PS também a ela se opuseram!

Portanto, este anónimo desconhece em absoluto a realidade prática das autarquias locais em Portugal. Fala de cátedra, mas desconhece totalmente o que se passa na realidade. E assim, vem aqui fazer o frete a alguém ...

A proposta de lei que esteve em discussão era, de facto, uma péssima proposta de lei sob vários pontos de vista. O mais importante de todos é que transformava um órgão autárquico hoje resultante da expressão livre da vontade popular, que bem ou mal garante uma representatividade a diferentes pontos de vista da nossa sociedade, numa espécie de coutada absoluta da força política mais votada, que escolheria - não elegeria, escolheria - a maioria dos membros da Câmara Municipal e aí governaria, sim, a seu bel e exclusivo prazer. A vingar, este modelo representaria um enorme recuo nos princípios e prática do Poder Local Democrárico instaurado no nosso país há quase 33 anos.

E é um verdadeiro embuste dizer-se que a Assembleia Municipal passaria a ser um "verdadeiro parlamento" onde executivo municipal seria escrutinado a todo o momento. Nada mais falacioso do que dizer isto, porque as regras que se pretendiam introduzir para que isso assim fosse, e considerando os últimos resultados eleitorais para os órgãos das autarquias, apenas em cinco ou seis assembleias municipais das 308 do país as "oposições" teriam força suficiente para fazer aplicar aquela "fiscalização" de que o anónimo fala.

Isto, é claro, para já não falar da apregoada "necessidade" de garantir estabilidade aos executivos por força da existência de maiorias absolutas nesses executivos. Que é outra falácia, porque hoje, com o sistema vigente, mais de 90% das Câmaras Municipais do país são geridas por maiorias absolutas, e em 33 anos de Poder Local Democrático contam-se pelos dedos de uma mão só os casos de executivos municipais que cairam por razões de instabilidade no seu funcionamento. Pelos dedos de uma mão só!

Por isso estranho muito que aqueles que aqui têm apregoado aos quatro ventos que a CDU não tem legitimidade em Almada porque a oposição tem a maioria dos votos - este é um discurso falso mas recorrente neste blog - venham agora defender que o sistema eleitoral devia proteger exactamente o que dizem não ser legítimo. Em que ficamos, caros bloguers? Afinal é de acordo oom as conveniências, não será? O que vos motiva, de facto, é apenas uma questão político-partidária, e por isso tudo serve, até a mais acabada incoerência. Regresso, por momentos, à minha história do "gato escondido com rabo de fora". É isso mesmo.

Anónimo disse...

Tal como o PCP, não lhe chamem CDU, governa Almada não é como estar numa coutada?
O que se passa com a polémica da lei eleitoral é que há muita gente que perdia tachos ou protagonismo e seria obrigado a trabalhar, o que muitos não querem.
Os presidentes de Juntas porque não são eleitos directamente para a AM deixavam de poder votar o orçamento da Cãmara. Aliás os presidentes de Junta não deveriam ter direito a voto nas AMs.
Se isso fosse assim, adeus maioria do PCP na AM em Almada e a Câmara já não fazia as tropelias a que está habituada.
A Assembleia Municipal não pode ser um colégio eleitoral por "nomeação" ou conveniência partidária que adultera o voto dos eleitores.

No tempo de Salazar as eleições eram deturpadas através de vários estrateagems. Agora o PCP e mais alguns caciqueiros de outros partidos o que querem é continuar a governarem-se à conta.
Falam no voto popular e arma do povo, embora depois queiram enganar o povo.

O fundamental disto tudo chama-se TACHO QUE É PRECISO DEFENDER.
Para engnar o povo vêm com falácias democráticas.
Um democrata numa verdadeira democracia nunca é insubstituível.
SÓ DITADORES OU QUEM NÂO TRABALHAR PARA O COLECTIVO GOSTAM DE PEMANECER POR MAIS DE DOIS MANDATOS.
A democracia constroi-se com o trabalho de todos e não ´só com "iluminados".
É de desconfiar daqueles que gostam do poder.

Não tenham medo de uma força ter tudo na mão durante 4 anos.
Se a democracia funcionar e mostrarem que não têm competência , o povo tira-lhe o tapete.
É preciso que aqueles que se dizem democratas não se peguem à cadeira, que saibam ser democratas e não ponham em prática os seus desejos recalcados de ditadores.

Para estes e se quiserem ser honestos não se metam na política.
Vão trabalhar no duro para não nos explorarem.

Anónimo disse...

Tendo presente o comentário "raivoso" e ofensivo do anónimo de Dezembro 10, 2008 8:04:00 AM ao meu post, só gostava de perguntar uma coisa:
O que quer dizer com "Quem se julga este anónimo para fazer este tipo de juizo de valores sobre pessoas que há muitos anos desempenham funções públicas ao serviço dos almadenses?"
Sobre o resto do comentário, nada digo... é auto-explicativo...

Anónimo disse...

Raivoso? Ofensivo? Não, está muito enganado. Ofensivo é o comentário que você aqui deixou e que motivou a minha resposta. Raivoso é você, contra a CDU.

O que quero dizer com a frase que reproduz? Exactamente o que lá está escrito: quem se julga você para fazer juízos de valor como você faz dos outros. Nada mais, quem é que se julga você! Simples, não?

Mas como parece que não é assim tão simples, eu esclareço melhor. O anónimo sabe fazer pontes? Sabe fazer automóveis? Sabe gerir hospitais, empresas, universidades? Estudou? Tirou um curso superior? Não lhe "dão" o cargo político (ou outro qualquer) que eventualmente se julga merecedor? É esse o seu problema? Ou você é daqueles que julga que pelo facto de não se possuir habilitações superiores se é ... inferior? Será este anónimo um complexado - naturalmente com o complexo da superioridade?

É que os autarcas que o anónimo aqui procura denegrir, ofendendo e caluniando, sabem fazer estas coisas todas. Melhor, sabem pôr estas coisas todas na ordem do dia do desenvolvimento e progresso dos Almadenses, e depois reunir à sua volta os especialistas que sabem, no concreto, fazer aquelas coisas todas, criando-lhes as condições para trabalharem. É isto mesmo que dói a este anónimo. É que todas estas coisas são feitas com êxito em Almada! Todas! E foram e são estes autarcas que souberam criar as condições para que isso fosse assim. É importante que todos saibamos fazer pontes? Não, o importante é saber que as pontes são necessárias e, munido de poder, pô-las a fazer. É assim, caro anónimo. E foi isso que me levou a perguntar quem é que você julga que é. Mas não pergunto mais; já sei quem é: ninguém! Pura e simplesmente ninguém!

Anónimo disse...

Tal como estes que estão em Almada na Câmara, Salazar no Governo durante muitos anos desempenhou funções públicas ao serviço não só dos almadenses mas dos portugueses.

Extremos que se tocam. Mais nada de semelhante!

Embrulhem os vossos argumentos.

Anónimo disse...

Pois...
O "raivoso" e ofensivo anónimo de Dezembro 11, 2008 11:37:00 PM continua a não perceber a minha pergunta...
São estes comentários e estas respostas que me ajudam a perceber como é alguém pode sequer simpatizar (quanto mais militar) num partido que no seu novo Comité Central em 158 membros, tem 106 que são funcionários do Partido (logo empregados do Partido), 32 sindicalistas, 7 parlamentares e 5 autarcas...
Logo a "raiva" e o insulto são formas de manter o emprego...

Anónimo disse...

Pois, e o anónimo continua a não (querer) perceber a minha resposta. Paciência.

Agora pode ter a certeza de uma coisa: a "raiva" e o insulto - atitudes que lhe devolvo a si por inteiro - podem servir para manter emprego. Mas não servem, de todo, para fazer política. Portanto, desengane-se. Não será por esta caminho que você lá irá. Para mal dos seus pecados, digo eu ...

Anónimo disse...

...afinal servem para manter o emprego!...
Já começamos a perceber qualquer coisa...

Anónimo disse...

Servem, claro, mas apenas porque lhe devolvo a "raiva" e o insulto! Afinal quem começa a perceber o quê? Será que este anónimo consegue perceber, afinal, o que quer que seja?

Anónimo disse...

A arte de numa frase nada dizer...
O esplendor do léxico comunista!...

Anónimo disse...

O servo oficioso de MES anda a estudar à noite.
Não lhe toquem senão aquela cabeça fica pior (se é possível)