sábado, janeiro 17, 2009

O Frei Luís de Sousa e a Pedonalização da czarina

Em...Almada, o Externato Frei Luís de Sousa não é só um estabelecimento de ensino privado da Igreja Católica, é um símbolo de Almada como também o é seu patrono Manuel de Sousa Coutinho (o Frei Luís de Sousa) que viveu nesta terra desde 1599 até 1613.
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Pelo Externato Frei Luís de Sousa já passaram várias gerações.
Foi frequentado por muitos alunos ao longo de mais de 50 anos. Por avós, por filhos e hoje já por netos de antigos alunos e por novos alunos que não têm ligação com os mais antigos. Mas o Frei Luís de Sousa continua a ser de Almada.
Não é de quem está ou estará na Câmara, apesar das parcas e incompreensíveis alianças pontuais de conveniência pessoal ou partidária que A ou B da Direcção ou da Igreja Católica fez ou possa fazer com quem controla o município e pretende controlar os almadenses.
Os almadenses vivem para Almada e por Almada. Não vivem para contento, conveniência ou conivência com interesses político partidários de pessoas, sejam elas de qualquer partido e muito menos de partido que se considera perfeito e cujos militantes eleitos se consideram acima de qualquer suspeita.
Desde o primeiro Director, o Padre João Cabeçadas que bem conhecemos, aos tempos actuais, o Frei não pode ser propriedade ou joguete de interesses escondidos e demagogos da actual CMA para se limpar de erros cometidos por clara incompetência em tomar decisões acertadas.
O Frei Luís de Sousa tem de continuar a ser o mesmo estabelecimento de ensino de sempre.
Os autarcas actuais é que estão mal, muito mal mesmo..
Por favor retirem-se. Não prejudiquem mais Almada, apesar da actual Direcção do Frei os ter agraciado quando deveria ter agraciado os antigos professores ainda vivos.
O Frei é de Almada, dos antigos professores, dos antigos e actuais alunos.
O Externato Frei Luís de Sousa é património e imagem de Almada.
As "boas contas" e as balelas de Maria Emília não se sobrepõem ao valor cultural do Frei Luís de Sousa em Almada.
Este folheto (inserido abaixo) é um insulto ao Frei Luís de Sousa e a Almada.
A "manif" organizada, deveria ter sido realizada frente à Câmara Municipal de Almada contestando a real e manifesta incompetência em gerir devidamente Almada e não ter sabido criar uma zona pedonal decente em local próprio, nem um metro ou eléctrico devidamente inserido e com traçado para servir Almada e a população.
Deixem-se de representações carnavalescas, de farsas e de comédias.
Não brinquem com o Externato Frei Luís de Sousa nem com os moradores do espaço que a presidente da Câmara autodeterminou de pedonal.
Salvemos Almada da destruição iniciada há 33 anos e continuada pelo actual executivo camarário na pessoa da sua presidente desde há mais de vinte anos.

28 comentários:

Anónimo disse...

Eles querem lá saber do Frei, para eles isso são tretas de meninos ricos com pópó, enquanto eles andam com os pópós de serviço da autarquia, porque assim já é ser proletário.
Porque é assim, infelizmente, que eles pensam.
Eles não são de Almada, vieram aterrar aqui como podiam ter ido para outra terra qualquer, por isso não percebem nem sentem a cidade como os Almadenses a sentem.
Por aqui estamos conversados, portanto o melhor é tratar de restituir Almada aos Almadenses.

Pedro Ferreira disse...

Destruição é a que os carros dos pais dos meninos provocam ao invadir uma verdadeira zona pedonal: ocupam o espaço das pessoas, perigam a circulação e violam uma zona q deveria ser mais limpa. De que vos serve toda a honra se, num futuro próximo, já nem os carros conseguireis utilizar por falta de petróleo, hein? Tanta educação, tanta pompa, e tão fracos argumentos, tanta falta de auto-censura, tantos preconceitos contra os "carnavais" a impregnarem a vossa língua viperina de católicos satânicos.

pedro disse...

"Salvemos Almada da destruição iniciada há 33 anos"... Acho que esclarece bem a compreenção que as pessoas deste blog fazem da participação pública nas cidades e sua governação. O que se passou "há 33 anos" ainda roi por dentro muito boa gente pouco habituada a ser independente e livre de escolher conscientemente sem as directrizes de um amo, capataz ou frei. Voçes sem uma boa instituição enraizada no mais puro fundamentalismo irracional, seja religioso seja hierarquico, não vivem muito bem pois não? Caso contrário não perdiam tanto tempo na mesquinhez da internet a dizer mal de tudo e todos e participavam mais e melhor na vida colectiva, incluindo da cidade que se dizem propostos a salvar.

Anónimo disse...

fica só o reparo:

http://agitacao.wordpress.com/2009/01/17/de-quantos-carros-precisa-uma-zona-pedonal/

cientista político disse...

Onde é que foi criada uma zona pedonal na cidade de Almada?
Não brinquemos em serviço, nem com as populações, nem com instituições respeitáveis, nem com coisas sérias. OK?

Anónimo disse...

1.Hoje de manhã mais um assalto (de novo) a uma mesma ourivesaria na Av. da Fundação na Cova da Piedade.
O proprietário escapou por pouco de ser atingido mortalmente

2. Consta que veio a falecer a vítima do acidente com o MST desta semana no Laranjeiro.
Alguém poderá dizer se é verdade?

Anónimo disse...

Já não bastava a czarina MES ter expulso a vida urbana do centro da cidade com as más soluções de mobilidade, ainda faltava vir agora um bando de meninos-bem, "pedonais-radicais" pequeno-burgueses tipo BE, acharem-se com o direito de expulsar os cidadãos com automóvel, os autocarros, as cargas e descargas... e sei lá que mais, em nome duma zona pedonal que não existe.

Haja pachorra para tanta asneira!

Anónimo disse...

O país nem é mau, o povo é que é uma merda. Quando defende a carga policial como solução razoavel pra um diferendo de opinião também deveriam aceitar que como discordam da opinião da sra presidente deveriam ser tratados à bastonada.

Anónimo disse...

Ninguém aqui defende que as diferenças de opinião devem ser resolvidas à bastonada. Da mesma forma que não acho que o povo seja uma merda. Merda é o que os "pedonais-radicais" fizeram.

Carlos R. Calado disse...

É curioso como estes "peões" estão tão indignados com os carros, mas esquecem-se que esta zona pseudo-pedonal é atravessada por centenas de autocarros (que percorrem um piso empedrado que mais parece uma pista de patinagem quando chove) e por um metro que tem uma suposta prioridade sobre todos os demais utentes da via (incluindo peões) e que todas as semanas faz vítimas (provavelmente mais do que as provocadas por automóveis). Ainda esta semana vi o metro, que se encontrava parado a aguardar que outro saísse da estação da Praça S. João Baptista, a arrancar propositadamente sobre um grupo de crianças que estavam a atravessar a estrada num local onde outrora já existiu uma passadeira. Uma das crianças ainda foi atingida pela composição enquanto saltava para trás para evitar o atropelamento. É a isto que chamam civismo?
Acabem-se as hipocrisias e devolvam Almada aos Almadenses. Devolvam-nos o direito de chegar a casa e ao trabalho em segurança (incluindo de carro).

Anónimo disse...

A manifestação orquestrada dos pseudopedonais faz lembrar os tempos passados em que um partido político na clandestinidade colocava bombas para dizer que fora a Pide e a Pide colocava também bombas e dizia que tinha sido esse partido.
Isto tudo para dizer que por trás daquela manifestação em "defesa" da "zona pedonal" há outras motivações escondidas.

Que a Câmara de Almada e a Emília tenham respeito por Almada e os munícipes e deixem de brincar às zonas pedonais.

cumprimentos cordiais
Almada está a agonizar.

Anónimo disse...

A zona em causa está classificada de pedonal. Mal ou bem, está.
Então, há que defender uma zona pedonal da invasão, autorizada, diga-se, de qualquer tipo de viaturas.
Está previsto, e muitos sabem disso, que em todas as zonas pedonais, deixarão de circular os transportes públicos.
Essa informação nada define quanto a outro tipo de viaturas.
Mais uma solução cuja estupidez ultrapassa o limite do admissível.

Quanto à referida manifestação, não vejo que mal poderá ter constituído.
Quando muito, e como é da lei, a manifestação deveria ter sido solicitada.
Se não foi, constituiu um acto ilegal. Se foi, nada a dizer.
Ou o direito à indignação é só para alguns?

Espero que tenham interpretado bem a minha intervenção.

Cumprimentos

Joaquim Valadares disse...

Acho muito bem. Os carros a passarem na zona pedonal sem respeito algum, é uma vergonha.

Que haja mais manifestações e muitas multas da PSP a quem se armar em esperto. Esracione o carro nos parques de estacionamento e vá de metro, como eu faço.

Anónimo disse...

Onde andam os jorges magalhães, e os félix rodrigues como tais?

Anónimo disse...

Não vale a pena deturpar a realidade. Naquela espaço, dito pedonal, está prevista a circulação de transportes públicos, cargas e descargas e acessos locais, como alías não poderia deixar de ser dadas as características do local.

Na verdadeira não se trata duma zona pedonal mas dum zona de circulação partilhada, uma zona mista, que depois dá nestes conflitos entre utentes pedonais e circulação automóvel.

É o resultado da asneira do mal parido plano de mobilidade. É claro que o MST, mesmo com todos os disparates, é uma mais valia para Almada. Mas não se pense que resolve todos os problemas porque isso não é verdade.

Servirá a uns não serve a outros que também têm o direito de entrar e circular na cidade.

pedalofilo disse...

Ao autor deste blog: quando é que experimenta andar a pé?
Ou é um ser "evoluído" que já só usa as pernas para interagir com o seu automóvel?

Uma cidade sem cidadãos não é digna desse nome, deveria ser reclassificada como "Concessionário Automóvel"

Silvia disse...

Merda é o que os "pedonais-radicais" fizeram."
Andaram á pé, numa zona pedonal, e mais?
Já é radical, andar á pé numa cidade, quando todo o mundo fala sobre alterações climaticas?
Faltam a explicar algumas coisas:
Não tratou-se num manif, apenás numa celebração para peões numa zona pedonal.
Ninguém está contra a escola. Acho muito bem, que existe este escola e não vejo nenhum problema com isso.
O que a gente está protestar contra, são os pais que buscam os filhos a porta, em vez de andar 50 metros á pé.
A gente também está contra a circulação dos autocarros na zona, tal como de métro, que anda mais do que 10 km/h.
Este zona tem que ser re-pensado e deviam existir parques estacionamentes fora da zona gratuito, por exemplo 1 hora, para fazer compras, buscar os filhos etc. Ambulanciâs, tal como cargas e descargas num horario definido deviam ser unicos carros, que passam. Isso são normalmente as regras para qualquer zona pedonal do mundo, que teêm também escolas, comercio etc. dentro.
Faz favor, moderam as suas palavras. A agressividade dos comentários ajuda ninguém, é tempo encontrar uma solução segura e conviente para todos interesses.

EMALMADA disse...

O autor deste blog não precisa de experimentar andar a pé.
Já anda e caminha a pé há muitos anos por Almada.
Por isso já conhece um pouquinho de Almada, ao contrário dos autarcas da camarilha, que não sendo de cá, estão convencidos que sabem de tudo.

Obrigado improvisado professor das 1:57:00 PM Janeiro 18 2009.

Finito!

Anónimo disse...

Qual a razão de tanta crispação em redor de uma manifestação - sim foi disso que se tratou?
Os organizadores da mesma chamaram-lhe celebração.
Quando se celebra um qualquer acontecimento não estamos a fazer uma manifestação?
Chamem-lhe o que quiserem.
O que importa é que não se deveria, NUNCA, criar uma zona que os inteligentes chamam mista.
Porque com essa designação nunca ninguém sabe ao que anda.
É evidente que o mal nasceu da tal TRANSITEC que criou o Plano de Acessibilidades 21.
Só deveriam ser criadas zonas pedonais - com as quais concordo - onde fosse adequado.
Sabe-se que nalgumas dessas zonas não vai ser permitida a circulação de viaturas dos TST.
Já agora, se há dúvidas, veja-se o sinal que se encontra, bem visível, no início da Av. Afonso Henriques, no sentido Cacilhas-Almada.
Está lá, com letra que se vê. Por estas ou outras palavras, zona pedonal.
E o que é, afinal, uma zona pedonal?

Anónimo disse...

O que me chateia é a mania de superioridade dos "pedonais-radicais" que tratam um povo como merda, só porque não partilham das mesmas opções. Isto é intolerância, fanatismo, radicalismo.

Já era tempo de perceberem que vivemos numa democracia, mesmo que não gostem, o que significa que vivemos no primado da Liberdade e da Lei.

Isto é, a minha liberdade de fazer o que quero termina quando afecta a liberdade dos outros.

Andem lá a pé ou de bicicleta onde e quando quiserem. Mas vocês não são (felizmente...) os donos da cidade e, numa cidade democrática os outros também têm direito a viver e a circular.

E também não vejam com a treta das alterações climáticas, como se tudo fosse tão fácil de justificar dessa forma. Que argumento vão utilizar contra os carros quando eles forem eléctricos?

É já pensaram nas alterações climáticas provocadas para produzir as vossas casas, as vossas roupas, os vossos sapatos ou a vossa alimentação?

Então... vivam na rua, nus, descalços e com fome.

Sejam coerentes!

Miguel disse...

Esta celebração-protesto nunca teve a ver com a escola em questão e o resultado verificado foi de encontro aos seus propósitos de procura de um protagonismo mediático de quem pouco ou nada quer saber de Almada ou dos almadenses. Existem outras formas de fazer valer os nossos direitos e não são os automobilistas - a quem é, certa ou erradamente facultado o acesso à zona pedonal - culpados e sujeitos a impropérios ou julgados como os maus da fita. A CMA está a colher os frutos de uma tempestade que se adivinhava desde que pensaram no MTS. Não deixo, contudo, de repudiar o excesso de "zelo" das forças da lei e da ordem.

Anónimo disse...

Se os acidentes (GRAVES) com o comboio regional acontecem, porquê o seu silenciamento?
Os órgãos de comunicação social continuam amordaçados?
As campanhas publicitárias na televisão continuam, PAGAS PELA CÂMARA MUNICIPAL DE ALMADA...
Almada só é notícia quando a czarina quer! Para isso paga, paga, paga...
Até quando se vai manter esta pouca vergonha?
Nas "boas contas" da CMA como são classificados contabilisticamente estes gastos?
Não há Tribunal de Contas que veja estes disparates?

Anónimo disse...

Olhem só a quantidade de problemas em que a MES envolveu Almada...
Agora são os Bloquistas de uma forma radical a dizer:
"Nem mais um carro na zona pedonal!"
A título de exemplo imaginem a CM de Lisboa decretar o Rossio, ou o Marquês de Pombal, ou o Saldanha, zonas pedonais... conseguem imaginar a confusão?...
À MES sempre lhe digo:
"Quem semeia ventos, colhe tempestades..."

Anónimo disse...

A CM Lisboa decretou, há muito, a Rua Augusta como zona pedonal.
Além do que se sabe acontecer, na baixa pombalina, aos fins de semana.
Tudo sem confusão.

Não percebo onde está a posição radical dos bloquistas (penso que se refere ao BE)?!?!
É mesmo assim: nem mais uma viatura para a zona pedonal.

O mal vem de trás. Se o plano de acessibilidades 21 aponta para zonas pedonais é para esse estatuto que tem que se olhar.
Está mal, está bem? Esse é outro problema.

E a propósito de campanhas publicitárias: a CMA patrocina uma telenovela da TVI.
Sabiam?

Lá anda o nosso dinheiro por onde talvez não deva andar.

Anónimo disse...

O meu amigo não percebeu...
Está a comparar a Rua Augusta com os locais que eu referi?...
E na Rua Augusta passam autocarros, metro e eléctricos?...
Olhe para o mapa de Almada e veja onde está a zona pedonal... está no centro nevrálgico do trânsito de Almada... não podia ser pior...
Também gostei da sua teoria do "o mal vem de trás"...

Anónimo disse...

A asneira de pedonalizar a Praça do MFA em Almada é tão grande como seria pedonalizar A Rotunda do Marques de Pombal, em Lisboa...

Ogre disse...

São impressionantes as exibições de intolerância a coberto do confortável anonimato. O ódio que se destila a quem apenas quis expressar uma opinião. Os salazarentos discursos aqui dirigidos a quem apenas faz valer os seus direitos constitucionais.
A CMA arranjou um problema, ou quer ou não quer uma zona pedonal, aquilo não é nada. É claro que tem de haver excepções (em caso de exclusivo pedonal, e não estou a afirmar que concordo com essa solução)mas não para os progenitores e demais família dos alunos do Frei, não faz sentido, até porque existe um outro portão nas traseiras.
Aliás, um dos muitos motivos pelo qual não concordo com este executivo e a czarina, é o de ser excessivamente benevolente e generosa para com a igreja.
Outra questão é a desproporção de agentes e violência policial para com uma dúzia de manifestantes. Se calhar os senhores anónimos gostaram disso.
Seria bom que a aversão que têm à CMA não vos toldasse a razão.

Anónimo disse...

Só cá faltava o discurso estalinista contra a escola privada e contra a igreja... isto sim é um discurso salazarento ao contrário.

Os extremos tocam-se...

A CMA criou um problema à cidade quando atirou uma zona pedonal para cima do principal eixo viário, que não tem outra alternativa com a mesma qualidade.

Esta é a questão central, o resto é treta.

E o problema criado à cidade é um problema colocado aos cidadãos, andem eles de carro ou a pé. Porque pões somos nós TODOS!

E eu quero andar em segurança quando uso o carro e quando anda a pé.

Na tal zona pedonal não há segurança nem para uns nem para outros.

Mas, à boa maneira portuguesa, só quando acontecer um acidente grave é que alguém vai a correr corrigir a asneira!