Em...Almada, o Betão patrocinado pelo executivo camarário segue ao sabor de improviso, do desenrasca porque é urgente, de muito boas vontades de construtoras e Câmara, que se conjugam para o êxito do negócio, que afinal não servirá outras coisas que não sejam os superiores interesses das populações.
As populações têm costas avantajadas!
A polémica dos parques de estacionamento que deveriam estar construídos antes do início das obras das vias ferroviárias para essa espécie de eléctrico MST, destruidor de Almada, vem a proporcionar à Câmara mais um negócio à maneira, por "negociação directa".
É aquilo que podemos designar por grande negócio numa loja de conveniência a funcionar temporariamente, com vendedor e comprador de boas vontades e dispostos a sacrificarem-se em nome da população para realizarem o sacrifício do negócio.
O semanário "Expresso" publicou no passado sábado, no suplemento de economia, o seguinte anúncio:
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A Câmara de Almada que dizia ir construir os parques de estacionamento, afinal não constroi nada. Para rentabilizar o negócio envereda numa associação simbiótica com um privado.
É a parceria muito badalada do "público-privado" em que o contribuinte fica sempre tramado.
Neste anúncio, a CMA vende o terreno para logo comprar no local as fracções autónomas destinadas a parques de estacionamento.
"Simultâneamente à alienação dos terrenos, o Município pretende adquirir as fracções autónomas destinadas a parques de estacionamento" é dito no anúncio.
Com dois em um, (dada a urgência, porque os outros malandros não construiram os parques!)assim se poderá iludir muita coisa.
Como os preços ficam logo definidos na data da venda dos terrenos por negociação directa! Estamos já a imaginar as cláusulas, com inflacção e correcção monetária, para o preço de custo final daquilo que a CMA vai comprar já em simultâneo com a venda dos terrenos, as quais terão sempre em conta a defesa dos legítimos direitos e interesses dos munícipes e da autarquia!
Entre outras coisas, estas podem acontecer no seio da nebulosidade do negócio:
- o preço do terreno ser barato e a aquisição das fracções para os parques ser cara
- o preço do terreno ser caro e a aquisição das fracções para os parques ser barata
- o preço do terreno ser caro e o preço das fracções também
- ou ficar tudo muito barato por ser para serviço da população e do concelho.
E que mais poderá suceder?
Estes negócios de porta aberta para a escuridão, dizem ser dos melhores que se fazem, para uma das partes e não só.
Segundo o boletim de propaganda municipal Janeiro 2005, o Parque da 25 de Abril seria subterrâneo e teria 800 lugares. Agora terá+/- 550 e constará de um edifício com habitações, serviços e comércio.
Negócio à VISTA!
Segundo o boletim de propaganda municipal Janeiro de 2005, o Parque do Laranjeiro seria subterrâneo e teria 300 lugares. Agora terá +/- 460 lugares e constará de um edifício com habitações, serviços e comércio.
Negócio à VISTA!
Como o Parque de Cacilhas fica com menos 250 lugares e o do Laranjeiro com mais 160, 160 residentes de Cacilhas terão de rumar ao Laranjeiro ( com agravamento da atmosfera em CO e CO2) para estacionar o carro, ficando ainda 90 "pendurados".
Serão estes 90, aqueles que a CMA quer forçar a venderem as viaturas, para diminuir a circulação em Almada e a poluição?
Em Almada pela situação geográfica será mais um bom negócio em sul do Tejo?
Consta que o antigo dono de terreno onde irá ser construído o Parque de Cacilhas, vendeu o mesmo à Câmara de Almada a preço barato para esse fim.
Agora não é só Parque, é também habitação e serviços. Quem beneficia das mais valias?
Almada rumo ao futuro.
Que futuro? De quem?
Que dizem os partidos da oposição deste negócio dos Parques de Estacionamento?
Há oposição ou não há?
A população não a vê!