terça-feira, março 13, 2007

A Grande Farra

Em... Almada. Excerto da notícia hoje publicada no Diário de Notícias, sobre o MST :
``Sobre a escassez de estacionamento, o encarregado de missão do MST, Marco Aurélio diz que "não estão previstos parques pois a concessionária não tem dinheiro".O problema do estacionamento prolonga-se para a freguesia do Laranjeiro, em Almada. Lurdes Rodrigues trabalha numa loja de electrodomésticos e explica que "será muito complicado quando não se puder estacionar na linha do metro", até porque "não há espaço para cargas e descargas".O presidente da junta do Laranjeiro, José Ferreira, avança que "um terço dos lugares existentes na Avenida 23 de Julho foram suprimidos. O autarca garante, no entanto, que ainda estão a decorrer negociações para a construção de dois parques (na Rua Borges do Rego e na Praça da Portela).Na Cova da Piedade, Ricardo Louçã, presidente da junta, diz que "muitos deixaram de ter lugar à porta, mas foram criados 60 lugares por baixo do viaduto do Brejo e mais 400 na zona do antigo Pão de Açúcar". ``
Onde está o dinheiro?
Avança-se para uma obra desta natureza e agora dizem que não há dinheiro?
"Quem não tem dinheiro não tem vícios" , diz o povo!
Os vícios de alguém (de enganar os cidadãos), aqui vão ser pagos pelos mesmos, os enganados!
Estão a preparar-se para mamar mais no Estado?
O papel do cidadão é ser "O BOMBO DA FESTA" ?

12 comentários:

Anónimo disse...

"muitos deixaram de ter lugar à porta, mas foram criados 60 lugares por baixo do viaduto do Brejo e mais 400 na zona do antigo Pão de Açúcar". Isto diz o Sr. presidente da junta da Cova da Piedade.
A que distãncia fica a "porta" dos 60+400 lugares criados ?
É inacreditável como o sr. presidente da junta se esqueceu de dizer que na Costa de Caparica há 1.999,99 (não são 2.000) lugares que poderão ser utilizados pelos moradores da Cova da Piedade.
Que autarcas o povo elege!

estou ...alo...alo... disse...

O que mais me custa é que ao chegar o novo dia das eleições já a d. emilia veio com uma solução salvadora e já tudo esqueceu!
ouvi da boca de apoiantes ferrenhos dela, que se a obra é do estado, é o estado que tem que resolver os problemas do estacionamento... portanto esta é a "senha" que esta a ser passada.
Esquecem-se de dizer que a d. emilia conseguiu o MST porque se comprometeu a fazer os arranjos exteriores e os parques de estacionamento, mas ao redigirem o contrato(ou lá como é que se chama, o acordo...) "esqueceram-se" de escrever isso mesmo!!!!
e agora cá estamos nós que pagamos o imposto de circulação automóvel, a ter que circular, mas não a poder estacionar!!
portanto cidadãos de almada, toca a circular porque o imposto não é de estacionar, mas de circulação...
bye...

Anónimo disse...

A fome dos autarcas por dinheiro é grande e há que arranjar um "bode espiatório" para a desorganizada ocupação do espaço público alimentada e fomentada pela incompetência destes autarcas durante muitos anos, que se dizem anticapitalistas, mas amorosamente convivem, com algum proveito, com o pecado - o capital,que precisam não só para comprar melões mas também outras coisitas....

Anónimo disse...

Mais uma treta em Almada, com a ajuda dos senhores munícipes e cidadãos em geral.
Quase todos querem pópó porta a porta. É patético mas é verdade.
Mas isto não iliba, nem por um instante, a autarquia, na sua responsabilidade.

Uma achega. O senhor presidente da Junta de Freguesia da Cova da Piedade deveria remeter-se ao silêncio.
Na Estrada do Brejo, em frente ao Mini Preço, há lugares (plural) reservados para a Junta.
Como se explica isto se as actuais instalações se situam na Rua José Ferreira Jorge?

Isto é um pequeno e único exemplo.

Anónimo disse...

O problema não é ter o pópó à porta. O problema que é grave, é o modo como esta autarquia dita comunista, sem vergonha, trata os cidadãos e os residentes que os sustentam com as contribuições, as tarifas exorbitantes, os impostos de circulação automóvel, os IMI´s (contribuição autárquica) etc, etc,
BASTA!
Depois distribuem subsídios às células do partido (ainda há PC ?).
De onde vem esse dinheiro?

Anónimo disse...

Senhor(a) anónimo(a)
Já se misturam situações.
A autarquia não cria impostos, nem tarifas, nem contribuições: aplica-as.
Se a legislação está mal feita, o problema é de quem faz e aprova as leis: o parlamento.
Não me parece que noutras autarquias onde a força política dominante não seja o PC, não hajam esses impostos, essas taxas, essas contribuições.
Ou há?

Polis disse...

Vamos por este caminho democratizar o debate. Por enquanto neste espaço de liberdade podemos dizer que preferimos que o dinheiro dos boletins autárquicos sirvam para arrumar os carros no subsolo e assim acharíamos a receita automóvel e dos imóveis bem aplicado. E valha a verdade que as autarquias têm alguma margem na cobrança do IRS, da derrama. Se atrairem empresas com contabilidade verdadeira e rentáveis a derrrama sobe imediatamente e há mais emprego. Caro repórter as coisas são mais complicadas do que o obscurantismo em que ainda vivemos e que só com pluralismo e emancipação da cidadania se alcançará... obrigado por este espaço.

Anónimo disse...

A CMA nunca se preocupou com o futuro dos almadenses enquanto pessoas habitando um espaço e vivendo a cidade. Tanto é assim, que esta cãmara não sabe ou que é futuro, daí designar por futuro o comboio ou eléctrico a que chama metro e que por essa Europa serve as populações. Aqui em Almada esse metro agride as pessoas.Esta edilidade nunca se preocupou com a construção de parques subterrâneos ou em edifícios para automóveis. Preocupou-se sim e só com a construção de prédios, isto é fomentou a sua proliferação porque isso é que dava o sonante e vil metal. Enquanto houve passeios que chegassem para arrumar carros, não era preciso preocupar-se com os automóveis. Acabaram os passeios. Agora inventam o futuro e chmam-lhe metro porque nem podem inventar parques de estacionamento.
O dinheiro não chega para festas, espectáculos para distrair a malta, para os fogos de artifìcio, para as marchas e marchinhas e para sbsidios de apoio aquilo que designam por associativismo popular, mas não é, é sim outra coisa de clientela fidelizada que tem de ser mantida a todo o custo.

Anónimo disse...

Não comentei porque não reparei que aqui havia intervenções.
O meu pedido de desculpas, apesar de não ter nada que o fazer...
Meus amigos, sinto alguma razão em vós. Mas, sinto igualmente, alguma raiva que só serve ao "inimigo".
Um abraço para ambos.

Leon disse...

Vi-me tentado a participar dadas as mentiras vomitadas, as incoerências escrevinhadas ou simplesmente o desconhecimento (nestes casos, proponho o estudo ao invés da conversa fiada...). Para além disso, a honestidade é a abordagem correcta - sobretudo a intelectual...

Sobre o Metro: as quatro Camaras que lutaram para a construção do MST (Almada, Seixal, Barreiro e Moita, projecto apresentado em 1987!) propuseram um modelo de gestão municipal. O Governo (à data os 'socialistas'...) entendeu que não, que o Metro era para concessionar, e começou a palhaçada - só 15 anos de reivindicação depois é que começaram a obra... com o resultado que conhecemos: atrasos, indemnizações chorudas para alguns amigos, Almada à espera e com obras pela metade... Estranhamente, em Almada só a CMA é que conseguiu fazer alguma coisa - projectos de espaços exteriores que eram da responsabilidade do Metro, parques de estacionamento temporários para moradores e comerciantes... Para além do facto de, assumindo a obra e a concessão, obviamente que é ao governo que compete a construção dos parques dissuasores - parece-me mesmo que o ocnsórcio não veria com bons olhos ter pago a concessão ao governo para depois não haver clientela... ideia disparatada? Ou realidade diferente da imagem negra passada?

Sobre o Estacionamento: 'O estacionamento é uma necessidade'? É verdade! Estamos numa cidade, numa área metropolitana, existem viaturas. Ok! 'O estacionamento ao pé da porta é uma obrigatoriedade'? De todo não!Porquê? porque os espaços públicos são para ser usados pelo... público, não pelas viaturas! Estas servem para 'chegar', não para ficar, e os espaços públicos devem ser projectados e alterados de acordo com o primado da cidade como lugar de encontro e troca de ideias e experiências, de modo a permitir essa utilização de massas - os carros e a localização do parqueamento são questões secundárias e que deve ser condicionadas pela utilização pública da cidade, não o contrário. Além disso, em Almada, a sobrecarga de estacionamento é devida sobretudo às deslocações para norte e à falta de ordenamento no estacionamento existente - que até à pouco tempo era da exclusiva responsabilidade da... PSP. E é esse ordenamento e gestão que começaram a fazer. Só uma achega: Quando uma cidade cresce, mais pessoas chegam e nascem, mais viaturas tendencialmente existirão. Mas o que nunca cresce é o espaço disponível - e esse é para todos nós, não para o carro.

Outra ideia: As receitas, em média nacional e em qualquer Camara, dos licenciamentos de edifícios não chega aos 20% das receitas dos municípios - cai por terra a ideia do 'licenciar para ganhar dinheiro'. E que dizer de Almada, que construiu menos que, por exemplo Sintra e Oeiras? Além disso, deve haver confusão: Almada não é Lisboa, nem Salvaterra de Magos, nem Felgueiras, nem sequer sacos azuis de férias no Brasil... ou professores e alunos da Independente que trocam favores e casas desde há alguns anos!

Quanto a subsídios às células do PC... mais conversa da treta! Ao contrários dos outros, não me lembro de nenhum desse partido nas notícias como arguidos em casos de Parques, de 'Sacos Vermelhos', ou de Casas Pias...

Para terminar: não sendo ninguém perfeito e havendo, como é obvio, sempre muito a fazer e melhorar, é melhor ler a agenda municipal e aproveitar a vibrante cena cultural almadense, proporcionada e acarinhada por uma Câmara que, segundo se disse, 'nunca se preocupou com o futuro dos almadenses enquanto pessoas habitando um espaço e vivendo a cidade'...

bacalhau pascoal disse...

Trabalho bem desempenhado com que então!
Os prédios construídos sem garagens e então?
Poucas receitas mas muitos subsídios de onde vem o dinheiro. estranho!então como é?
Como sobra então?

Leon disse...

Talvez o caro bacalhau pascoal não saiba (será também da Noruega?) mas parte do financiamento das autarquias locais provém do orçamento de estado, isto é, dos impostos e dos rendimentos do estado. Ou seja, somos todos nós, indirecta e solidariamente, que asseguramos o funcionamento dos municípios e os serviços que nos colocam à disposição. Outra parte provém das taxas cobradas . É a chamada política de gestão municipal - as taxas estão previstas na lei, diverge o seu valor entre municípios conforme a sua gestão e a promoção de políticas sectoriais.

O que me parece ridículo é isto: se um município, por força da correcta gestão dos seus recursos, consegue produzir capacidade de investimento pergunta-se de onde vem o dinheiro; se não produz essa capacidade, faz má gestão. Por favor...

Outra questão: até meados da década de 80, as portarias que definiam o número de lugares obrigatórios por fogo era irrisório - o número de viaturas em circulação não era de todo elevado. A cidade suportava-o. Acontece que actualmente uma parte considerável das nossas cidades (compreensivelmente, se atendermos ao período da sua construção) não está adaptada ao crescente número de veículos. Como é que resolvemos este problema? É complicado. Mas a estratégis definida (tive oportunidade de ler o Plano de Mobilidade da CMA) e as soluções encontradas - de circulação, estacionamento, canais pedonais - são bastante interessantes. Pense nisto: se uma cidade duplicar de população residente, e se essa população adquirir pelo menos uma viatura, tudo aumenta excepto o espaço disponível - esse não é multiplicável.

Fica a ideia...