terça-feira, maio 20, 2008

A Degradação do Património Urbano

Em...Almada, a propósito do novo "Outdoor" de lavagem da face urbana «Pinte o seu Prédio» da Srª Presidente da Câmara Municipal de Almada, publica a opinião de um almadense sobre a conservação dos prédios.
«DEFENDA O SEU PATRIMÓNIO. EVITE AS PUNIÇÕES DA LEI»
«Sob o título em epígrafe, o Departamento do Urbanismo da Câmara Municipal de Almada fez chegar aos proprietários de imóveis, através de circular, sob ameaça de “Contra-Ordenação” punível com coima, imposto pela lei,, se não procederem a obras de conservação, pinturas e outras, terminando com o seguinte “slogan”: «CONSERVE O SEU PRÉDIO, CUMPRA O SEU DEVER. A IMAGEM DO CONCELHO TAMBÉM PASSA POR SI» Também num Boletim Municipal...em directo, a Srª Presidente da Câmara, a dado passo, sugere que «manter os edifícios regularmente conservados – BONITOS, AGRADÁVEIS -, é contribuir para a harmonia do espaço comum que é a cidade onde vivemos e trabalhamos, e constitui aos olhos de quem nos visita um sinal positivo de cuidado e de atenção pelo nosso património, um cada vez maior reconhecimento e simpatia, um renovado interesse em visitar e conhecer o nosso concelho e as suas gentes». Pois é Srª Presidente da Câmara! Também os residentes de Almada Velha, particularmente aqueles mais atingidos pelos vândalos, não gostam de ver os seus prédios mascarrados e vidraças partidas. - E, como aquela situação vem na sequência da instalação de diversos bares, alguns ilegais, autorizados pela Câmara, julgam que deverá ser a autarquia a pô-los “BONITOS E AGRADÁVEIS”, seguindo assim o exemplo da Câmara Municipal de Lisboa, que em colaboração com a respectiva Junta de Freguesia, irão proceder no Bairro Alto». Um Almadense

79 comentários:

josé joão disse...

A presidente deve olhar para os "seus" bairros sociais degradados e para as ruas e passeios do concelho.

Anónimo disse...

Riam-se.
O Departamento aqui citado não sabia de nada.
Só depois da chuva de telefonemas as coisas se definiram.
A partir de determinada altura foi a Divisão de Informação e Relações Públicas encarregue de responder.
Foi isso que aconteceu comigo.

Ponto Verde disse...

Esta iniciativa é caricata, estão a enviar cartas nominais aos habitantes de prédios sociais que pertencem a várias entidades , algumas do estado, para pintarem ... propriedade do senhorio... Estado!
Dão-se conta da ilegalidade a que estão a incitar?

Anónimo disse...

Mais ridículo ainda.
A desorganização é tal que a C.M.A. está escrever a proprietários de casas com menos de dois anos de idade...
Será que não sabem "ler" a idade do edifício?
Não é uma informação que faz parte do próprio registo predial dos prédios em causa ou das suas fracções?
Chega de tanta incompetência...

Anónimo disse...

O desespero é grande no âmago de tanta e tamanha incompetência no seio dos que foram eleitos por engano para a autarquia.
Não é de estranhar portanto esses erros.
Devem estar boquiabertos e a rirem-se dos almadenses que os elegeram convencidos que elegiam competências.

Anónimo disse...

Mas afinal o que é que de substancial "tantas" vozes têm para criticar nesta iniciativa da CM Almada? De concreto, o que é que criticam?

Vejamos as questões que se colocam:

1. Conservar os edifícios é, ou não é, uma questão ambiental importante?

2. Conservar os edifícios é, ou não é, uma responsabilidade dos proprietários?

3. Ser proprietário é, ou não é, uma responsabilidade (também) social?

O que me espanta é que personagens como o Ponto Verde, que é "dono" de um blog aqui ao lado que dá pelo título de a-sul, sempre muito "preocupado" (entre aspas, porque a minha opinião - aliás já deixada expressa mais do que uma vez no tal blog aqui ao lado - é a de que o Ponto Verde não tem a mínima preocupação séria com o ambiente, usa apenas esta capa como arma de arremesso principalmente contra a CM Seixal), mas dizia sempre preocupado com as questões do ambiente, vem aqui e escreve que esta iniciativa da CM Almada é caricata. Pelos vistos, um dos maiores paladinos universais da defesa do ambiente responde não às três perguntas que eu faço!

Depois, ainda o Ponto Verde, fala como se fossem centenas, não milhares, as situações em que não proprietários possam ter recebido a tal carta da CM Almada. Nada mais falso, mas a demagogia é assim mesmo! Admitindo que tal possa ter eventualmente aconteceido, serão raríssimos, mais que raríssimos, esses casos. Mas para o Ponto Verde, um só chega para atacar a CM Almada. Compreendo, está a fazer o papel (triste) que sempre fez.

Mas vai mais longe: fala em ilegalidade! Mas que falta de senso! Ilegalidade? Qual é a ilegalidade? Quanto muito os poucos que receberam a carta e não são proprietários, ou não fazem nada ou, se quiserem ter uma atitude cívica, dirigem a carta aos legítimos proprietários. Ou não será? Não, tudo serve para denegrir, tudo serve para dizer mal! Assim é (sempre foi) o Ponto Verde, por isso não espanta.

A seguir vem um anónimo e acrescenta que a situação é "ainda mais ridícula" (palavras desse anónimo) porque se estão a mandar cartas a proprietários de casas com menos de dois anos! Imagine-se só o ridículo! Proprietários de casas com menos de dois anos ... não são proprietários! Oh anónimo, desculpe lá mas ridículo é você, e muito. Informe-se primeiro, conheça primeiro o que está em causa, e depois fale. É que as obras de conservação não têm que ser feitas apenas quando os imóveis têm 8 anos. Não! Esse é o prazo máximo que a lei estabelece. As obras de conservação têm que ser feitas quando forem necessárias, ou isto é muito difícil de perceber? O que a lei estabelece é penalizações para quem, no praxo MÁXIMO de oito anos, as não fizer! Ridículo? Quem é que é ridículo, afinal?

Compreende-se assim melhor, por esta reacção do Em Almada, primeiro, do Ponto Verde a secundar e dos outros anónimos, quais são os verdadeiros objectivos deste blogs que passam a vida a reivindicar-se de ambientalistas e preocupados com os cidadãos, mas apenas pretendem ... bom, já todos percebemos o que pretendem!

Anónimo disse...

Não sendo proprietária eu recebi a carta, o que prova que os erros, na CMA existem e são muitos. O maior de todos é a Presidente da autarquia estar à mais de 20 anos no poder.

Anda é tudo atrás de dinheiro...é demais. Tomara haver dinheiro para fazer obras por dentro das habitações, andam agora estes senhores autarcas preocupados com a beleza exterior.

Olhem é para a desgraça que anda por aí e da miséria em que a MES transformou a cidade, com as obras do metro e com a empresa de estacionamento que foi criada só para lixar o povo.

Anónimo disse...

Podem ser verificados neste blog imagens de imensos prédios em degradação extrema, as imagens falam por si mesmas; assim o que eu gostaria de saber é, qual o valor da multa atribuida aos proprietários desses imóveis já aqui identificados.Quantos grupos de oito anos passaram já desde a última intervenção de conservação? Não terá assim a CMA direito de hipotecar tais edificios devido ao não pagamento das coimas?
Oliveira

Anónimo disse...

Houve muita gente não proprietária a receber a circular.
A distribuição foi feita tipo panfleto a anunciar uma festa qualquer...

Anónimo disse...

E quanto aos edifícios que fazem parte do património imobiliário da própria C.M.A.?
Que têm feito o seu proprietário?
Tem alguns "bons exemplos" para dar aos cidadãos de modo a poder desmentir as imagens publicadas neste blog?
Como diz o povo:

BEM PREGA FREI TOMÁS...
Olha para o que ele diz, não olha para o que ele faz...

E, neste caso, a C.M.A. não servirá de exemplo para qualquer proprietário, muito especialmente quando este não dispõe do dinheiro que a sua autarquia esbanja em "marchas" e "foguetórios"...

Anónimo disse...

Meus caros almadenses, esta é apenas mais uma campanha de propaganda, para enganar os incautos. Vamos aos factos:

1. É verdade que a legislação obriga os proprietários a fazer obras de conservação de 8 em 8 anos, se necessárias claro. Mas também é verdade que muitos proprietários não recebem de renda um rendimento que permita fazer com facilidade essas obras.

2. Muitas Câmaras Municipais dão APOIOS aos proprietários que façam obras de conservação. Em Almada não só não existem apoios como ainda se ameaça com as coimas. É a política da ditadura contra os cidadãos, numa Câmara que cobra as taxas urbanísticas mais caras do país.

3. Sabem quem em Almada as taxas urbanísticas são mais caras que nas avenidas novas de Lisboa?

4. E na falta de obras, a Câmara via tomar a posse administrativa e realizar as obras? Alguém acredita nisso, ou é só propaganda da MES e dos técnicos do urbanismo?

5. Eu acho que a Câmara deve exigir dos cidadãos quando ela própria der o exemplo. Mas todos sabemos como estão muitos edifícios do Município. Pior ainda é o estado em que a Câmara deixa as ruas da Costa, da Aroeira, da Charneca, da Sobreda, etc... sem saneamento ou ainda em terra batida e sem passeios.

6. A Câmara que faça a sua parte antes de exigir aos cidadãos.

João Eduardo

Anónimo disse...

Caro João Eduardo

Concordo basicamente com o que escreve.
Apenas e se me permite, sugiro que não generalize quando fala dos técnicos do urbanismo.
Estes fazem, neste campo, o que lhes dizem para fazer, além de que não fazem propaganda.

Perdoará esta chamada de atenção mas, depois do que li, senti que a devia fazer.

Obrigado e cumprimentos

Anónimo disse...

Pois eu não concordo, em absoluto, com o que o sr. João Eduardo diz, e por isso não preciso de lhe pedir o mesmo que o último anónimo. Tudo o que o sr. João Eduardo diz são flácias puras, falsidades. Chamar factos ao que diz só pode ser pura ironia.

Vamos, agora sim, a factos:

1. A legislação não obriga os proprietários a fazer obras de conservação de 8 em 8 anos. A legislação obriga os proprietários a fazer obras de conservação, ponto final. Depois estabelece como PRAZO MÁXIMO para a realização dessas obras os tais oito anos. Uma leitura atenta da lei (com a qual podemos não estar totalmente de acordo, é verdade) leva-nos necessariamente a concluir que todos os proprietários TÊM que fazer obras num praxo máximo de oito anos, mesmo que elas não sejam necessárias. Por isso, a primeira mistificação do sr. João Eduardo radica logo aqui, numa interpretação deficiente da lei.

Quanto ao facto de uma pate significativa de proprietários estarem descapitalizados - e não é por causa das rendas no fundamental, porque a maioria, grande maioria, diria mesmo, dos proprietários são-no em condomínios - é verdade que isso acontece. Mas e o Governo e os privados, qual é a responsabilidade do Governo e dos privados nesta matéria? Nenhuma? De quem é a culpa da crise económica generalizada que atravessamos? Da Câmara Municipal de Almada? Outra mistificação do sr. João Eduardo, típica de certos sectores de pensamento da nossa sociedade ...

2. Muitas câmaras municipais dão apoios? Dito assim, até parece ser verdade, o que não é! É raro, infelizmente, isso acontecer. Normlmente, em situações de gritante necessidade, os municípios criam programas específicos para esses apoios por manifesta necessidade de conter fenómenos de degradação em parcelas importantes do seu território. Apois permanentes e continuados, como o sr. João Eduardo afirma que muitas (e diz muitas) câmaras municipais dão, não é verdade.

Mas mais importante que isso, é que, mais uma vez mistificando a questão, o sr. João Eduardo diz que em Almada não há apoios, só há ameaça de coimas. Bom, ou não leu o documento da Câmara Municipal e não sabe do que está a falar, ou leu e não entendeu patavina, ou pura e simplesmente está a tentar enganar os mais incautos (um parece que já caiu no engodo ...). Então a redução de 30% do valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em onze núcleos urbanos delimitados, para todos aqueles que tenham feito obras de conservação nos últimos oito anos, não é um apoio? Então a redução de 20% no valor do mesmo imposto para aqueles que tenham casas arrendadas e não devolutas, contribuindo para conter a degradação do parque habitacional e do património, não é um apoio? Então é o quê? Mas quanto a apoios, falaremos ainda mais adiante.

3. Esta é uma retinta falsidade que certos sectores bem identificados têm vindo a lançar para enganar tudo e todos. Pura e simplesmente não é verdade, por isso não perco mais tempo com o assunto.

A verdade é que esta questão só é aqui trazida pelo sr. João Eduardo por demagogia pura. Não é disto que se está a tratar. E querem ver como ele se engana? É que todas as taxas urbanísticas em princípio e pelos regulamentos em vigor aplicáveis, a quem pretenda fazer obras de conservação nas suas propriedade, foram ISENTADAS pela Câmara Municipal de Almada, exactamente - e voltamos aos apoios do ponto 2 - como apoio aos proprietários! Mais mistificação e deturpação do que o que o sr. João Eduardo faz não é mesmo possível!

4. Mas continua a mistificação e a deturpaçao. Onde é que se fala, alguma vez, de posse administrativa do que quer que seja? O sr. João Eduardo sabe o que é isso de posse administrativa? Pelo que diz, não fará a mínima ideia do que está a falar. Quer apenas denegrir, não é? Quer apenas acusar de propaganda, e estão foi o argumento que encontrou, sem sequer se questionar sobre o que significa posse administrativa, certo? Quero acreditar que sim, que foi um descuido do sr. João Eduardo, caso contrário terei que pensar coisas muito piores ...

5. Sr. João Eduardo, quando se afirmam determinadas coisas, tem que se conseguir demonstrar com factos (sim, factos, aquilo que o sr. parece não saber o que é). Quais são os edifícios municipais, ainda por cima muitos, que o sr. diz estarem degradados? Sim, diga lá quais são, onde estão! Afirmar assim para o ar é fácil, não é? E até pode apanhar os mais distraídos na demagogia ...

Quanto às ruas na Costa da Caparica, a mesma coisa, diga lá quais são. Quanto às outras ruas que refere (Aroeira, Charneca, Sobreda), vou poupar-lhe o trabalho, porque percebo a que se refere. Mas fá-lo, mais uma vez, por pura demagogia. Porque o sr. João Eduardo sabe perfeitamente porque é que essas ruas ainda não têm saneamento e passeios. E sabe muito bem que se está a desenvolver um imenso trabalho conjunto, da Câmara Municipal e dos respectivos proprietários dessas áreas para resolver definitivamente as poucas situções dessas que ainda subsistem. E sabe, se ler os relatórios de actividades dos Serviços Municipalizados pelo menos saberá, que no concelho de Almada há menos de 2% de habitações ainda não ligadas à rede de saneamento pública, sendo que destes 2% a grande maioria nunca virá a estar ligada, nem em Almada nem em qualquer parte do mundo, porque assim aconselha a gestão - são casas isoladas, que são munidas de outras formas de tratamento dos seus efluentes. O sr. João Eduardo sabe, seguramente, isto tudo. Mas faz por ignorar, para poder aqui destilar a sua demagogia toda.

6. Sr. João Eduardo, a Câmara Municipal está a fazer, e muito bem, há muitos anos, e com excelentes resultados, a sua parte! Felizmente, a grande maioria dos cidadãos de Almada também estão empenhados em fazer a sua parte. Mas estarão todos? Estará o sr., por exemplo, empenhado em fazer a sua parte?

Anónimo disse...

Para o ultimo anonimo voce quer um caso a praça de Almada pimtada por fora mas por demtro esta de vergonha e se não pergumte as pessoas que trabalham na mesma quem e o propietario

Anónimo disse...

Tem razão este último anónimo.
Por dentro, quase só os "grandes" gabinetes têm cara lavada, ou mesmo nova.

Se fizer a pergunta a quem trabalha nos interiores, confirmará.

Há falta de condições de trabalho para a maior parte dos trabalhadores sim.

Anónimo disse...

Que grande caldeirada que aqui vai.
Nos comentários a este post para além dos cidadãos de Almada, participam membros da câmara e funcionários da mesma, cada um do seu lado da barricada.
Isto é que vai aqui uma açorda hem !
Mas, é uma boa açorda, só assim os cidadãos podem ficar a saber, minimamente, o que se passa nos meandros da autarquia.

Anónimo disse...

Caldeirada? Disse bem.
Cidadãos de Almada, membros da Câmara (o que são membros?), funcionários da mesma (não podem esses ser cidadãos de Almada?) o que constitui a tal açorda.

Em que ficamos? Caldeirada ou açorda?

Já agora, sabe o que são os meandros da autarquia?

Cumprimentos

Anónimo disse...

Por acaso acho que é pena que se perca tempo com este tipo de comentários estilo Zé Chunga, e se deixe de lado o essencial. Mas a liberdade e a democrcia são assim mesmo, e estes Zés Chugas têm, obviamente, toda e a mesma liberdade de todos os outros para aqui aparecerem.

Mas se lermos os comentários para trás, verificaremos que há matéria interessante para debate, pela oposição de ideias que aqui já surgiu. Só que há sempre algum inteligente, a quem se calhar esse debate não interessa, que vem para aqui introduzir ruído. Sempre é uma forma de distrair as hostes e evitar que o debate sério de faça. São os engraçadinhos ...

Anónimo disse...

Para mim, caldeirada ou açorda são ambos dois termos que me sugerem mistura e, neste caso, mistura entre membros do executivo camarário e funcionários da autarquia, que são todos eles cidadãos de Almada, mas cidadãos especiais, pois têm, de uma forma ou de outra, o futuro da nossa terra nas suas mãos.
Meandros da autarquia, são, da forma como eu os vejo, tudo aquilo que fica no segredo dos deuses, que não transpira para o exterior e que, por isso, não pode ser escrutinado por nós cidadãos comuns (nem vereadores, nem funcionários).
Nada, nem mesmo a CMAlmada, é aquilo que parece. Se no território concelhio há uma realidade bem palpável que nada tem a ver com o que vem descrito no boletim municipal, da mesma forma há no interior da própria autarquia há uma realidade que nós simples cidadãos desconhecemos. Para além da bonita imagem dos "paizinhos" (melhor seria dizer "mãezinha") que zela pelos interesses dos almadenses 24 horas por dia há, certamente, uma realidade bem distinta e bem menos luminosa. São esses os ditos meandros, à semelhança do que ocorre no curso de um rio que não é feito em linha recta mas por linhas curvas e irregulares.

Saudações

Anónimo disse...

Aqui está um comentário "à maneira"! Especulação pura. Só uma pergunta: se este anónimo diz que os cidadãos não conhecem, como é que ele conhece ao ponto de afirmar o que afirma com tanta certeza? Não será uma contradição? Se não conhece (os tais meandros ...) como afirma tão peremptoriamente o que afirma? Estranho, não será? É mais um daqueles para nos distrair do essencial ... que começa mesmo a ficar "lá muito para trás ...".

Ah, e explique-me lá o que é isso de "cidadãos especiais". Você deve ser daqueles que, como o porco de Orwell, também pensa que são todos iguais, mas há uns que são mais iguais do que os outros, não? Para mim cidadãos são cidadãos, não os há "especiais" (se quiser, de cidadãos especiais estão os cemitérios cheios. São os insubstituíveis!). Se não entende assim, é um problema seu. Mas eu jamais reverenciarei quem quer que seja pelo cargo, função, estatuto ou outro sinal exterior de poder que possam ostentar.

E o futuro da nossa terra, caro cidadão, está nas nossas mãos! E estará sempre, pelo menos enquanto vivermos em democracia. Nas nossas mãos, caro cidadão!

Anónimo disse...

Caro anónimo das 7:45,
Cidadãos especiais porque têm mais responsabilidades na condução da nossa comunidade que cada um de nós individualmente. Não especiais porque melhores, mais ricos ou mais competentes. Percebe o meu ponto de vista ?
Quanto ao resto estamos de acordo, o futuro está nas nossas mãos, nas de todos os almadenses, todos sem excepção, ao contrário do que esta administração municipal tem feito, dando prioridade a uns em detrimento da imensa maioria.
Quanto ao Orwell e ao seu porco com a célebre tirada "todos somos iguais, mas uns são mais iguais que os outros", não é que a máxima me agrade, mas o mundo em que vivemos está cheio de realidades às quais ela se aplica que nem uma luva.
Relativamente aos meandros, eles existem. Não sei se são grandes ou pequenos; mais escuros ou mais claros, que eles existem não restam dúvidas.
Sabe, já há muito que deixei para trás o tempo da inocência e das histórias da carochinha e do pai natal.

Anónimo disse...

Você é um pândego, caro anónimo das certezas absolutas. Não sabe como são os meandros, mas que existem, isso existem. É a história de "nuestros hermanos": no creen en las brujas. Pero que las hay, hay" (peço desculpa se alguma calinada dei no fraquíssimo castelhano).

E não, não percebo o seu ponto de vista. Ou melhor, percebo o seu ponto de vista, mas não concordo com ele. Vivemos uma sociedade aberta e democrática. A "condução de nossa comunidade", palavras suas, não está entregue a ninguém senão a nós próprios, que somos a comunidade. Se me falasse em gestão da coisa pública, ainda poderia estar levemente de acordo com o seu ponto de vista: são estes, e não outros, que gerem (circunstancialmente, é certo, mas por vontade da maioria) a coisa pública. Mas daí a conduzirem a nossa comunidade, vai uma distância daquelas! Enorme!

Não, não são cidadãos especiais. São, simplesmente, aqueles em quem delegámos a gestão da coisa pública, porque essa gestão não pode, pelo menos no nosso estádio de desenvolvimento - e estou a falar do Homem enquanto espécie -, ser feita de outra forma senão a da delegação das responsabilidades que são de todos nós nuns quantos a quem chamamos eleitos.

Para si o que são os eleitos? São cidadãos especiais? São iluminados melhores que os outros? Serão? Ou serão pares entre pares que receberam o mandato dos restantes para os representar na gestão dessa tal coisa pública? Se são o que acabo de dizer, como poderemos pensar que são "mais responsáveis" que nós próprios na condução da comunidade?

O seu erro, o seu engano, é pensar que pelo facto de se desempenhar um cargo público que resulta do escrutínio popular, torna alguém "especial". Não torna. Porque esse alguém é escrutinado para executar a nossa vontade colectiva. O que pode acontecer é que se esse eleito não o fizer, deixamos de o eleger, isto é, deixamos de delegar nele a nossa própria responsabilidade na condução da comunidade.

Não há "cidadãos especiais" neste sentido, por isso não posso perceber o seu ponto de vista.

Descendo mais ao concreto, porque é que você diz que esta administração municipal dá prioridade a uns em desfavor da imensa maioria, o que significa que esta administração municipal privilegia uma minoria? No concreto, onde é que se baseia para dizer uma coisa destas? Qual é a "minoria" beneficiada por esta administração municipal? Em quê? Como? Sabe, com toda a franqueza, acho que esta sua afirmação é puramente gratuita e ofensiva, e não correspondendo em nada à verdade dos factos. É uma declaração política (de baixa política, diria) que carece de demonstração. Que você, ou qualquer outro, jamais será capaz de fazer.

Anónimo disse...

Caro anónimo das 9:28,
Quanto aos "cidadãos especiais" penso que não vale a pena chover mais no molhado. Ao fim e ao cabo pensamos da mesma forma e o problema é que você não gosta do termo especiais, que concedo, não foi um termo feliz que empreguei.
Quantos aos meandros, você acredita que não os há, pelo contrário eu acredito que os há. Portanto...
Relativamente à minha afirmação de que a CMAlmada não governa para todos os cidadãos almadenses, mas apenas para alguns, baseio-a na minha observação atenta do trabalho desenvolvido pela autarquia.
E sabe, não é desde hoje.
Desde há pelo menos trinta anos que observo e faço uma análise do que vejo ser feito em Almada. E penso e comparo e discuto com amigos, e volto a pensar no fim. E a conclusão a que chego é que esta não é a Almada que muitos almadenses ambicionam.
Esta Almada é a Almada subúrbio (com a pior conotação que a palavar possui)a Almada negligenciada, a Almada suja, a Almada desleixada, a Almada sem brio.
O senhor objectar que a culpa do muito de mau que aqui se passa não é apenas da autarquia, mas também de todos nós cidadãos. Concordo com essa objecção. Mas continuo a acreditar que Almada precisa de uma lufada de ar fresco.
Eu não sei, porque não faço futurologia, se quem um dia vier a seguir será melhor ou pior. A minha esperança é que seja melhor,mas estamos a jogar no escuro. Porém, se não tentarmos mudar e experimentar outro tipo de gestão, nunca o vamos saber, não lhe parece ?
É como se quem tenha vivido no tempo do salazarismo não quisesse sair dele pois trocaria o certo (com todos os seus defeitos) pelo incerto, com todas as suas incógnitas.
Mesmo assim, num dia já longínquo de 1974, a maioria dos portugueses quis mudar e, apesar de todas as desilusões, creio que a maioria continua a pensar que valeu a pena.
Para Almada e neste ano de 2008, também eu, e acredito que muitos almadenses pensam da mesma forma, julgo ser necessário e urgente uma renovação, com gente nova, ideias novas, projectos novos.
Isto é que aquilo em que acredito, certamente o senhor não é da mesma opinião, mas vivemos em democracia e todas as opiniões são válidas contanto que sejam afirmadas no pleno respeito por todas as outras.

Saudações

Anónimo disse...

A administração da autarquia almadense foi, de facto, eleita. Logo, deveria ter legitimidade para gerir, fazer coisas.
Deveria ter e tem.
Só que não aplica, democraticamente, essa legitimidade.
Faz o que quer e não o que Almada e os almadenses desejam, necessitam.
Esta administração tem que descer do pedestal onde reside plena de arrogância.
Só que não o quer fazer. Quanto mais alto estiver melhor. Decide do alto da sua teimosia e a madrinha comanda os NOSSOS destinos como se fossemos coisas, números.
A madrinha e os seus acompanhantes, os "yes man".
Devemos, é nossa obrigação, não baixar o nível das intervenções.
Mas também é nosso dever chamar as coisas pelos verdadeiros nomes.
Concordo que se deva proceder a uma alternância no poder mesmo considerando que o desconhecimento quanto ao que nos trouxer o futuro.
Se essa alternância não acontecer, são muitos os riscos que se correm. Mais e maiores do que fazer a mudança.
Há muitos vícios institucionalizados.
Há muita arrogância, muita falta de respeito pelo cidadão.
Eu não quero ser um boneco mandado. E os meus amigos, querem?

Cumprimentos

Anónimo disse...

Caro anónimo das 10:21 PM de 22 de Maio,

Eu não acredito nem deixo de acreditar nos meandros. Meandros, "à la lettre", existem em qualquer lado, em qualquer sítio, em qualquer instituição. Meandro é o âmago das coisas, de todas as coisas. Não é esse o problema, o problema é onde você pretende chegar com isso dos meandros. E por aí não sigo, não vou discutir isso consigo.

Quanto aos "especiais" também estamos entendidos. Não vale a pena, como diz, continuar a chover no molhado, mas sempre registo que entendeu onde eu queria chegar.

Se baseia a sua afirmação de que a CM Almada governa apenas para alguns cidadãos de Almada na sua observação, então desculpe mas essa sua observação é puramente parcial. A CM Almada governa segundo um programa e um projecto que foi sancionado nas urnas pelos almadenses. Nesse sentido, naturalmente que o programa não é de todos os Almadenses. Mas isso nada tem de anormal, em democracia é assim mesmo. Mas coisa muito diferente é o governo concreto, da tal coisa pública, de que já falei. Esse é, naturalmente, para todos os Almadenses, em igualdade de circunstâncias, sem discriminações de qualquer tipo ou natureza. Podemos não concordar com as opções do programa de governo, chamemos-lhe assim, mas isso não nos autoriza a dizer que as medidas não são para todos. São!

Esta não é a Almada que muitos Almadenses ambicionam! Grande tirada. Mas é seguramente a Almada que a maioria ambiciona, ou melhor, está a ser construída a Almada que a maioria, grande maioria diria eu, ambiciona. E, em tese, puramente em tese, chegará o momento em que esta será a Almada que TODOS os Almadenses ambicionam.

Você, desculpe lá a franqueza, mas não pode ser um amante da sua cidade. Por aquilo que diz, não ama, de certeza, o Concelho onde vive. Almada é um subúrbio (ainda por cima com a pior conotação que a palavra possui), é negligenciada, é suja, é desleixada é um local sem brio? Você percebe em toda a plenitude aquilo que afirma? De certeza? Por muito que não concorde com as opções da CM Almada, um pouco que fosse de amor à sua terra impedi-lo-ia de destruír desta forma o próprio local onde vive. Quem diz o que você diz da sua própria terra é porque não a sente como sua, não tem qualquer relação emocional com ela, não tem brio, isso sim, na sua própria terra. Você qualifica a sua própria terra como o "inferno", o que para além de mentira e de uma tremenda injustiça, não augura nada de positivo na sua própria relação com ela. O que seria de Almada se alguém como você, com tanta falta de amor, pudesse alguma vez governar a nossa terra?

Não, não me parece que possamos fazer experiências como a que você sugere. Para além de que sabemos muito bem o que são os que podem, nas suas palavras, vir depois. Sabemos, sim. Porque esses que você acha que devíamos deixar "experimentar" para ver se são melhores ou não, já nós, todos os portugueses e não apenas os Almadenses, experimentámos. E como experimentámos! Há mais de 30 anos que não temos outra coisa, ao nível do Governo. Sozinhos em alternância uns com os outros, ou em conjunto, já os experimentámos tanto ao ponto de os conhecermos muito bem! E veja só ao estado a que nos levaram esses que você acha que devíamos deixar "experimentar". Hoje mesmo os jornais publicam notícias segundo as quais Portugal é o país da União Europeia onde as desigualdades sociais são maiores! É isso que você quer "experimentar" em Almada? Se é, obrigado mas não precisamos!

Finalmente, a "lufada de ar fresco" que você reivindica. É, no mínimo, infeliz a sua comparação. Para não dizer outra coisa, claro.

Então, para si, o 25 de Abril de 1974 foi uma "lufada de ar fresco"? Que ideia faz você da História, da luta dos povos pela liberdade, pela democracia e pela dignidade? Provavelmente não faz ideia nenhuma, porque comparar a luta contra o fascimo com o exercício das regras e princípios democráticos que, felizmente, temos há 34 anos no nosso país, revela essa sua ignorância profunda no que é a luta dos povos pela liberdade!

Em Democracia os cidadãos são confrontados com programas que incluem propostas concretas, e fazem as suas opções. Livremente. Que é o que tem acontecido, felizmente, nos últimos 34 anos em Portugal. O que você tenta fazer com a infeliz comparação que aqui nos deixou, é passar um atestado de atrasados mentais aos Almadenses que, nestes 30 anos e de forma ininterrupta, livremente optaram - e continuarão a optar - por um programa e por propostas que garantem a melhoria da sua qualidade de vida, e da sua dignidade enquanto cidadãos livres. O que o sr. tenta fazer é inaceitável em democracia. Mas só o faz porque vive em democracia. São as contradições da liberdade, que permitem que usando as prerrogativas democráticas, pessoas como você possam pôr em causa os fundamentos da própria democracia. É pena que assim seja, mas antes assim do que como no tempo do fascismo. Onde a luta pela liberdade era paga, tantas e tantas vezes, com a prisão arbitrária e mesmo com a morte.

Anónimo disse...

Para o anónimo das 10:27, 23 de Maio,

Publicou o seu texto no mesmo momento em que eu respondia ao outro (?) anónimo. Mas vale o que disse para ele também para si. Assenta-lhe que nem uma luva.

Experimentar? Alternar? Então não estamos já todos fartos de experimentar a alternância? E não sabemos o que é que isso dá? É isso que querem para Almada? Alternância das cadeiras do poder, é isso? Para quê? Porque é que a alternância é assim um valor tão absoluto? Se me viessem falar em alternativa, isso sim! Mas alternativas vocês não têm, só têm alternância! O que não nos serve, a nenhum português serve!

Tive dúvidas em dizer-lhe isto. Mas não resisto: este anónimo é um demagogo puro, ainda por cima mal educado. A quem é que chama "madrinha"? E a quem é que chama "yes men" (man ou men? É só um ou são mais?)? Presumo que sei a quem, e é grave, muito grave.

Mas o pior vem depois. Depois de baixar o nível a este ponto - do insulto gratuito - vem com falso moralismo dizer que não podemos ... baixar o nível! É absolutamente fantástico o descaramento. Descaramento que vai ainda mais longe: logo a seguir afirma, peremptório, que é "nosso dever chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes"!

Pois por muito que me custe, é isso mesmo que eu vou fazer, chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes (depois venham dizer que eu insultei, que me hão-de ouvir rir às gargalhadas ...): você, anónimo a quem respondo agora, é um PULHA! PULHA, com letras maiúsculas e retinto! Nada mais do que isso.

Porque você é quem tem "madrinhas" (ou padrinhos, tanto faz). Por isso vem para aqui insultar de forma gratuita, repito, e exercendo (mal, sublinhe-se) a sua liberdade que a democracia lhe garante. Não sabe fazer melhor, não tem qualquer alternativa (já sei, para si o importante são as alternâncias ...), então envereda pela mentira e pelo insulto. Conheço bem o tipo: é o da pulhice, como já disse!

Anónimo disse...

Então não querem alternâncias?

Querem manter-se sempre no poder?
E os vícios que se criam quando esse poder se perpetua?
Estão convencidos que ninguém mais é capaz de fazer melhor do que a actual autarquia?
Salazar penssava o mesmo e por isso lá ficou por mais quarenta e oito anos.
Convenceu-se que era o pai da pátria, o Salvador. E por isso não abandonou o poder.
O poder corrompe. Alguém tem dúvidas desta verdade?
Será que estão convencidos que ninguém é capaz de fazer melhor?

Ora, tenham juízo e não sejam vigaristas.
Não mintam e cumpram o que a Secretária do Estado determinou e que vocês(os autarcas) disseram que aceitavam. O Partido Comunista sempre se arrogou o fiel garante da defesa dos trabalhadores e populações.
Onde está essa defesa?

Fosse outro o partido que estivesse à frente da Câmara e aí estaria Jerónimo de Sousa e "sus muchachos" em manifestações e protestos, ocupando a via pública da zona da Ramalha, com cortes de trânsito e outras atitudes.
Mas como é uma Câmara comunista, fica caladinho, "não faz ondas" e deixa andar.

Chama-se a isso traição às populações.

Fascismo, nunca mais... mas Jerónimo, "jamais"...

Anónimo disse...

Para o agressivo do último anónimo, que não mereceria resposta porque é um mero provocadorzito (será que depois de ter imposto a censura no seu próprio blog, se mudou agora para aqui para provocar? A referência à Secretária de Estado, assim a seco, faz-me cá uma espécie ...), digo-lhe só isto: alternâncias, não quero! Já se viu o que dá. Alternativas, venham elas, todas. Depois cá estaremos para ver quem é melhor ou pior!

A minha diferença em relação a si é que eu não entendo o poder pelo poder. O poder é, ou deve ser, um instrumento para fazer bem. Enquanto fizer bem, não corrompe (ao contrário do que você diz) e deve manter-se. Quando deixar de fazer bem, deve ser substituído.

Agora altrernância só porque se pensa que isto é tipo "todos temos o direito de ocupar as cadeiras do poder, vamos lá à vez à vez", isso obviamente não quero! Definitivamente não quero! Por isso, venham lá essas alternativas. Se forem melhores ... Se alguém é capaz de demonstrar que faz melhor que esta maioria, faz favor, venham as propostas concretas que cá estarei para as apreciar e, se concluir que são melhores, aí estarei também para as apoiar. Mas primeiro, é preciso convencerem-me!

Sabe, anónimo provocador, ao contrário do que tanto alguns querem fazer crer aos mais incautos e distraídos, nem todos os políticos são iguais. Nem toda a política, ou melhor, forma de fazer política, é igual. Os partidos políticos não são, efectivamente, todos iguais! Custe isto o que lhe custar!

Estão fartos de para aí dizer que esta maioria só faz mal. Pois bem, lanço-vos um desafio: o que é que foi mal feito por esta maioria? No concreto, digam lá o que é que está mal. Se foram capazes, é claro. Uma por uma, digam lá o que é que está mal. Que é para todos percebermos.

E começo a ficar farto que me comparem a Salazar. Salazar? Você sabe o que foi o fascismo? Você sabe quem é que mais lutou contra o fascismo, precisamente para você ter a liberdade de dizer os disparates que diz? Sabe?

E olhe, provocadorzeco de meia tijela, traição é uma palavra muito forte. Devia ter mais cuidado ao usá-la.

Ponto Verde disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ponto Verde disse...

"O que me espanta é que personagens como o Ponto Verde, que é "dono" de um blog aqui ao lado que dá pelo título de a-sul, sempre muito "preocupado" (entre aspas, porque a minha opinião - aliás já deixada expressa mais do que uma vez no tal blog aqui ao lado - é a de que o Ponto Verde não tem a mínima preocupação séria com o ambiente, usa apenas esta capa como arma de arremesso principalmente contra a CM Seixal), mas dizia sempre preocupado com as questões do ambiente, vem aqui e escreve que esta iniciativa da CM Almada é caricata. Pelos vistos, um dos maiores paladinos universais da defesa do ambiente responde não às três perguntas que eu faço!"

Bom sobre mim , Vªa Exª Já disse tudo...Sobre as suas questões, da responsabilidade social, componente ambiental...na conservação de património remeta às restantes autarquias da Margem Sul, e eu assino por baixo.

Sobre a função social dos proprietários, vejamos que rendas de miséria ... já serão elas uma componente social...exigir dentro desse quadro beneficiações "tout court" por parte dos proprietários será em certos casos demais ...(note-se que eu não sou proprietário de nenhum imóvel ).

Quanto ao resto o senhor (a) só escamoteia a verdade que denuncio e que é de que a CMA enviou indiscriminadamemete cartas INTIMIDATÓRIAS para inquilinos sem critério, alguns de Bairros pertencentes ao Senhorio ESTADO!

Como saberá, mas queirá escamotear, fazer obras sem o consentimento e iniciativa do SENHORIO ESTADO é segundo o contrato de arrendamento ,Ilegal !
Logo a D. Emilia está a convidar a uma ilegalidade e a esperar que os cidadãos se substituam ao Estado!

Já agora envie estas suas ideias para a autarquia do Seixal para ver se travam a degradação de edificios propriedade da autarquia como é o caso da Quinta da Trindade.

Anónimo disse...

Como afirmou um anónimo lá muito para trás,

"BEM PREGA FREI TOMÁS...
Olha para o que ele diz, não olha para o que ele faz...

E, neste caso, a C.M.A. não servirá de exemplo para qualquer proprietário, muito especialmente quando este não dispõe do dinheiro que a sua autarquia esbanja em "marchas" e "foguetórios"."

Agora, ACRESCENTO EU, e nas campanhas publicitárias antigas e recentes nas cadeias de televisão, para quê?

PARA AS PODER "SILENCIAR ou AMORDAÇAR" QUANDO INTERESSA, POR EXEMPLO, NÃO FAZENDO ECO DOS AUTÊNTICOS ATENTADOS AOS MAIS ELEMENTARES DIREITOS DOS CIDADÃOS DA RAMALAHA E AOS MUITOS RISCOS QUE ESTES CORREM, QUER NA OBRA (JÁ SE VERIFICARAM FUGAS GRAVES DE GÁS),QUER NA FUTURA EXPLORAÇÃO DO M.S.T., POIS DIARIAMENTE TERÃO DE ATRAVESSAR A LINHA NA PASSAGEM DE NÍVEL SEM GUARDA (POMPOSAMENTE APELIDADA DE PASSAGEM DE PEÕES), PARA FAZEREM AS COISAS MAIS ELEMENTARES DO SEU DIA A DIA, VAZAR O LIXO POR EXEMPLO...
COMO VAI FAZER UM CASAL COM MAIS DE OITENTA ANOS?

Haverá por aqui algum comentador entendido, de entre os "porta-voz" da C.M.A., ou do partido no poder autárquico (é a mesma coisa), que saiba explicar ao comum dos mortais como se resolve este problema?

Os moradores já sabem que o tempo tudo resolve, mas, no entretanto, como devem fazer estes nossos respeitáveis vizinhos para poderem conviver o resto dos seus dias com o "futuro" que a C.M.A. lhes despejou à porta?

Anónimo disse...

O anónimo das 2:41 respondeu ao anónimo das 1:33 com comentários diversos mas esqueceu-se de comentar o que foi dito do facto do sr. Jerónimo de sousa não aparecer a defender os direitos dos moradores aqui tão maltratados.
Porque será que o sr. se sente tão magoado com tais observações?
O sr. deve ser autarca para tão grande fervor que põe nas suas defesas, atacando todos os que se atrevem a dizer o contrário daquilo que você pensa.
Diz que os outros são provocadores. E você o que é?
Não tenha medo de perder o lugar, pois depressa arranja outro.

Anónimo disse...

Anónimo das 10:34 AM

Quem é que baixou o nível?
Vamos lá a manter o nível da SUA conversa.
Sabe o significado de pulha, sua besta?
Agora sim. Obriga-me a fazer o que não queria.
Mas dirijo-me a si, apenas a si, mentecapto de m....!!!
Você só pode ter sido parido. Não nasceu. Foi vítima daquelas coisas in vitro.
Temos pena.
O que aqui escrevinha terá sido encomendado. E quem o fez sabia o que fazia. Porque a sua filosofia (tem disso?) aceita na perfeição essas encomendas, às quais você acrescenta uma pitada de cinismo.
O costume.Você mete nojo!!!!

Que me desculpem os outros comentadores mas não resisti à anormalidade funcional desta espécie de animal.

Anónimo disse...

Referia-me, no anterior comentário, ao anónimo das 10:34 M, quando deveria ter escrito 10:53 AM.
Irrelevante, dado tratar-se da mesma pessoa.

Anónimo disse...

Para o anónimo das 5:30 PM, 23 de Maio,

Eu ataco algiuém? Ataquei, sim, um desqualificado que anda para aqui (e desqualificado não é um novo "insulto", porque todos os pulhas são desqualificados, portanto já estava subentendido ...), mas só depois dele ter chamado "madrinha" e "yes men" a algumas pessoas. Então o homem pode chamar estas coisas e eu não posso considerá-lo um pulha por fazer isso? Claro que é um pulha!

De resto, não me viu ou leu atacar aqui ninguém. Limito-me a expressar as minhas ideias, que por acaso são diametralmente opostas a outros que por aqui também colaboram. Mas expressar ideias diferentes não é atacar ninguém, ou será?

Aliás, é recorrente este tipo de atitudes. Sempre que não há argumentos concretos para contrariar aquilo que eu digo e escrevo, lá vem alguém dizer que eu apenas sei atacar os outros. É uma espécie de fuga, compreendo. Ou então uma tentativa - aliás absolutamente vã - de me condicionar. Não me condicionarão jamais com essas coisas.

E por último, acha que eu sou provocador? Quem é que me provoca a mim? Não é você, anónimo? Sabe quem eu sou? Sabe o que faço? Que necessidade tem você de me dirigir a agressão que dirige no final do seu comentário? Achava bem que fizesse o mesmo em relação a si? Me pusesse para aqui a adivinhar quais são os seus interesses e depois opinasse sobre isso? Não gostava, pois não? Afinal quem é que é provocador? Afinal quem é que ataca quem?

Fale sobre as coisas concretas - e já são muitas - que eu aqui vou deixando. Com ideias. Com seriedade. Afinal, parece que essa tal "lufada de ar fresco", essa gente nova, essa frescura toda não tem é nada para dar. Está absolutamente seca e ressequida!

Quer que eu fale do Sr. Jerónimo de Sousa? A propósito de quê? É de Almada? Tem alguma coisa a ver com a CM Almada? Não? Então porque hei-de falar do Sr. Jerónimo de Sousa?

Anónimo disse...

Como é que se analisa um pulha?
Com um pulhómetro?
Chamaram-lhe animal? Acho mal. Porque com isso esse anónimo ofende os animais.
Mas não se zangue que a patroa sabe agradecer.

Anónimo disse...

Falar do Jerónimo?
Mas isso não se faz no museu da cera?

Anónimo disse...

Anónimo das 16:00PM
"a propósito de quê"?
"Você a dar-lhe e a burra a fugir-lhe".
Então não é ele o chefe do partido a que a câmara pertence?
Não é a ele que a Câmara responde?
Então não tem a ver com a Câmara de Almada? Não foi a presidente que o sr.Jerónimo apoiou?
Quem tem a vêr? O sr,Sócrates, o sr. Menezes?
Francamente sr. anónimo, não brinque com a gente...

Não lhe convém falar, tudo bem, mas
confesse!
Agora querer escamotear, isso não!
Já todos percebemos...
Não se pode tocar na sua "dama", mas porquê, é intocável?
O melhor é construir uma capela e colocá-la num altar...
Talvez ficassem felizes...

Anónimo disse...

Anónimo das 7:55, 23 de Maio,

1. A Câmara (de Almada) não pertence a nenhum partido;

2. A Câmara (de Almada) responde apenas aos Almadenses;

3. Se o Sr. Jerónimo de Sousa apoiou a Presidente da Câmara (de Almada) só demonstra que apoiou aquilo que é certo, e por isso o meu respeito;

4. Quem está a "brincar" é você;

5. Pode tocar-se na minha "dama", sim senhor! Com ideias, com propostas, com seriedade. Insultos não!

Sabe qual é o seu mal? Eu explico: não tem nada para oferecer de positivo. Só tem ódio. Por isso a forma como pretende discutir as coisas da vida. Você não tem nada para nos dizer. Só tem fel e amargura. É esse o seu mal.

Anónimo disse...

De novo ao tema da conservação que tanta polémica tem provocado e para responder ao ANÓNIMO de Maio 22, 10:15:00.

Mas antes quero deixar claro que nada tenho contra os técnicos do urbanismo, conheço alguns deles por força da minha profissão e sei que têm de cumprir ordens. Se algum se sentiu atingido, não era essa a minha intenção.

Mas vamos ao ANÓNIMO.

1. Diz-me que a Lei não obriga a fazer obras de 8 em 8 anos, para concluir que obriga a fazer obras de conservação no prazo máximo de 8 anos, mesmo que o prédio não precise de obras!!!

Bom, o legislador deve ser muito sádico e estúpido para impor obras, mesmo que o prédio não precise.

Diz o artº 89º do DL 555/99:
"1 - As edificações devem ser objecto de obras de conservação pelo menos uma vez em cada período de oito anos, devendo o proprietário, independentemente desse prazo, realizar todas as obras necessárias à manutenção da sua segurança, salubridade e arranjo estético.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, a câmara municipal pode a todo o tempo, oficiosamente ou a requerimento de qualquer interessado, determinar a execução de obras de conservação necessárias à correcção de más condições de segurança ou de salubridade ou à melhoria do arranjo estético."

Concluímos portanto que a Lei determina a obrigação de fazer obras, mas manda o "princípio da necessidade" só se farão se os edifícios não apresentarem condições de segurança, salubridade ou de estética. Basta um pouco de bom senso para entender isto. Ou não?

Ao contrário do que afirma a maior parte dos edifícios que precisam de obras de conversão estão nas zonas históricas e mais antigas de Almada, e muito deles ainda estão arrendados com rendas muitas baixas que não conseguem financiar essas obras. Mas você parte do princípio que todos os proprietários são os ricos burgueses que é preciso fazer pagar a crise, só pelo facto de serem proprietários.

2. Existem apoios em muitas câmaras sim, basta fazer uma viagem pelos sites municipais e verificar. Mas até existem programas nacionais como o RECRIA que apoiam essas obras, com participação municipal, como por certo saberá.

Mas refere os apoios de Almada, referindo a redução de 30% no IMI. Deve estar a brincar, meu caro ANÓNIMO. Tente informar-se melhor, se é que não sabe, e verificará que os prédios mais antigos a precisar de obras, têm ainda valores de IMI de algumas dezenas de euros, pelo que 30% dum valor tão baixo não incentiva ninguém a fazer obras que custam sempre lagos milhares de euros. Não brinque com assuntos sérios.

3. Diz-me ainda que a Câmara de Almada ISENTA de taxas urbanísticas as obras de conservação, sendo isso um apoio. Mas vejamos a verdade porque o que afirma é mentira. A verdade é que o Artº 6º do DL 555/99, ISENTA as obras de conservação de qualquer licença ou autorização municipal. É uma LEI NACIONAL não é sua, nem minha, nem de Almada, entende!

É uma ISENÇÃO NACIONAL, para todas as Câmaras, pelo que não estão sujeitas a taxas urbanísticas em todo o território nacional. Mais vez, não brinque com coisas sérias.

4. Sei muito bem o que é posse administrativa e ela está prevista no artº 91º do DL 555/99, para realizar as obras coercivas, quando os proprietários notificados pela Câmara não realizarem as obras a que estão obrigados.

O que eu digo é que se esta campanha fosse consequente e não só propaganda, na falta de cumprimento por parte dos proprietários, a Câmara em vez de ameaçar com multas que só fazem receita sem resolver as obras, tomava posse administrativa para ela própria executar as obras e depois ia recebendo das rendas futuras.

Mas a Câmara não faz porque isso dá trabalho, tira votos e como as rendas são muito baixas o negócio não compensa. Não compensa para a Câmara mas tem de compensar para os proprietários.

5. Sabemos todos muito bem o estado de centenas de ruas nas freguesias de Caparica, Sobreda e Charneca, onde são cobradas taxas urbanísticas elevadíssimas e nem sequer passeios têm.

Basta entrar no concelho do Seixal, também dirigido por comunistas, para ver a diferença abismal e com taxas urbanísticas muito inferiores.

Essa dos 2% que não estão ligados à rede de saneamento é outra mentira sua. Como sabe há ainda dezenas de ruas (não me obrigue a ira ao Google ver os nomes todos) sem saneamento, apesar de esforço dos SMAS. Mas se as orientações da Câmara vão noutro sentido, que mais podem os SMAS fazer?

Como sabe há dezenas de bairros clandestinos, que nasceram e cresceram à sombra da tolerância do poder municipal nos últimos 30 anos, onde a Câmara não gasta um cêntimo. E têm de ser os proprietários a fazer as obras como agora estão a obrigar na Aroeira.

6. Diz-me que a Câmara está a fazer muito e excelente trabalho. Pois meu caro, já acreditei nisso e até já votei em vocês no passado, mas para 30 anos de poder absoluto a obra feita não me convence. Sabe que eu trabalho no ramo imobiliário, em toda a margem sul, e posso fazer a comparação com outras Câmaras. Hoje é o Seixal que se está a afirmar, a passar à frente de Almada.

Pergunta-me se estou empenhado em fazer a minha parte. Estou mais que empenhado, com as taxas urbanísticas que pago estou empenhadíssimo.

Os meus cumprimentos

João Eduardo

Anónimo disse...

Sr. João Eduardo,

Vejo que foi estudar, sim senhor. E olhe que valeu a pena, dá para mais alguma troca de opiniões.

1. Apenas por uma questão de rigor, importa registar que o Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro foi alterado e republicado pela Lei nº 60/2007, de 4 de Setembro, a qual entrou em vigor 180 dias após a sua publicação. Só por uma questão de rigor.

2. Quanto ao período de 8 anos: o que eu disse foi que, no limite, a interpretação da lei porderia levar-nos a concluir pela necessidade de realização de obras, mesmo que elas não fossem necessárias. E mantenho, rigorosamente, o que disse - NO LIMITE, o texto da lei pode levar a essa conclusão.

Mas uma coisa resulta clara do texto da lei (mesmo sem irmos ao limite): é que diz efectivamente o artigo 89º do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe é dada pela Lei nº 60/2007, de 4 de Setembro, nos respectivos números 1 e 2, o que o sr. afirma. É um facto. Mas em português, e para mim, a expressão "devem ser objecto de obras de conservação PELO MENOS uma vez em cada período de oito anos" não é passível de outra interpretação senão a de que pelo menos uma vez de oito em oito anos, essas obras têm que se fazer. Se necessário, far-se-ão em períodos mais curtos. Aliás, essa conclusão é apenas reforçada pela responsabilidade do proprietário referida imediatamente após aquela expressão - "devendo o proprietário, independentemente desse prazo, realizar todas as obras necessárias à manutenção da sua segurança, salubridade e arranjo estético", donde resulta, sem prazos, um imperativo aplicável a todos os proprietários sempre que sejam necessárias obras de conservação independentemente do prazo decorrido sobre as últimas.

Aliás, o número 2 do artigo em referência, é muito claro também: a todo o tempo, portanto no curso do prazo de oito anos, as Câmaras Municipais podem impor a realização de obras de conservação caso sejam necessárias.

Portanto, mantenho o que disse: as obras de manutenção e conservação não têm que realizar-se de oito em oito anos, têm que realizar-se SEMPRE QUE NECESSÁRIAS, num prazo máximo de oito anos. Foi o que eu disse e mantenho, e que o sr. João Eduardo não desmente.

Depois há uma coisa chamada bom senso. Que é uma coisa diferente de qualquer "princípio da necessidade". Manda esse bom senso que não se façam obras onde elas não são necessárias, não acha sr. João Eduardo? Por mim acho que, apesar de tudo, o bom senso é que deve prevalecer. E ainda prevalece.

3. Existem muitas câmaras a apoiar a realização destas obras? Óptimo. Melhor seria que assim fosse, mas infelizmente não é. Reafirmo, igualmente, o que disse antes: existem, felizmente, muitas câmaras municipais que lançam programas específicos para situações específicas. O que já não será muito mau.

Quanto à redução de 30% no IMI (e de 20% no caso do arrendamento, isso o sr. não referiu), ando a brincar com coisas sérias porquê? É falsa essa redução? É alguma mentira? E, se não sabe eu digo-lhe, essa ideia de que o IMI ainda é muito baixo na maioria dos casos já não corresponde à realidade das coisas. Devolvo-lhe, por isso, o conselho: informe-se melhor. Vá às finanças e informe-se melhor.

Mas independentemente disso, há ou não há redução em 30% do IMI? E se não houvesse, que diria o sr. João Eduardo? É "preso por ter cão e preso por não ter", como diz o povo? E depois eu é que ando a brincar com coisas sérias?

Existe o RECRIA, é verdade, com comparticipação municipal, também é verdade. E existe o RECRIPH, acho que é assim que se chama, especificamente para zonas decretadas como históricas. Mas relativamente ao RECRIA, pelo que diz e parece, o estudo do sr. João Eduardo não foi tão profundo.

O RECRIA tem comparticipação municipal - se se der ao trabalho de ler (está no site da CM Almada, e já que consultou tantos, pode também consultar este) o Plano de Actividades e Orçamento da CM Almada verá que o RECRIA está contemplado nas preocupações e actividades da Câmara Municipal - é verdade que tem, mas tem também comparticipação do Estado (Administração Central) e do proprietário - um terço do investimento necessário é da responsabilidade do proprietário. Esta é a primeira dificuldade do caso. A segunda é que o RECRIA se aplica, apenas, a imóveis arrendados, não se aplica a condomínios. Ora a verdade é que os imóveis arrendados em condições de se candidatarem a este programa, são na maioria dos casos de rendas muito baixas, o que dificulta objectivamente a assumpção do compromisso financeiro por parte do proprietário. Sabe, sr. João Eduardo, o princípio definido pelo RECRIA até nem é mau; o problema é a sua aplicabilidade objectiva.

4.Tem razão, em parte, o sr. João Eduardo quanto à isenção de taxas. As taxas a que me queria referir -mas de facto não referi - não eram as taxas previstas na lei para a realização de obras, mas as de montagem de andaimes e ocupação do espaço público, que são definidas por outro enquadramento regulamentar que não o Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redação que lhe é dada pela Lei nº 60/2007, de 4 de Setembro. E a CM Almada isentou, de facto, do pagamento das taxas devidas pela necessidade de montagem de andaimes e ocupação do espaço público todos quantos pretendam realizar obras de conservção nos seus edifício. Esse (já) é um apoio da Câmara Municipal, não será?

De qualquer forma do meu lapso necessariamente me desculpo.

5.O sr. João Eduardo, de facto, não sabe o que é a posse administrativa. Não sabe porque não quer saber, prefere a fuga para a frente. E esta posição é estranha no quadro do discurso que faz. Assumindo aqui a defesa dos pobres dos proprietários que não têm dinheiro para fazer obras - que não é generalizável, ao contrário do que pretende fazer crer - não se importa, pelo contrário, que a administração pública restrija, pela via da posse administrativa, os direitos à propriedade privada dos cidadão.

Isto por um lado, porque por outro lado - e julgo que é aqui é que está o cerne do raciocínio do sr. João Eduardo, é "gato escondido com rabo de fora" - o sr. João Eduardo acha que todos nós, o estado, neste caso a Câmara Municipal, seria muito boazinha era se assumisse as responsabilidades dos proprietários e fizesse as obras que eles não querem fazer. Isto é, todos nós, com os nossos impostos, pagaríamos a irresponsabilidade dos pobrezinhos dos proprietários. Está bem visto, era uma boa solução, sim senhor. Sabe, a posse administrativa é uma prerrogativa da administração para situações extremas de degadação e insalubridade. Não é, como não podia ser, a primeria solução do problema. Por isso é que eu digo que o sr. João Eduardo não sabe o que é a posse administrativa, e continua a revelar que não sabe mesmo!

6. Sabemos o estado de centenas de ruas na Caparica (antes era Costa da Caparica, agora já é Caparica, ok), Sobreda e Charneca de Caparica? Centenas? Não serão milhares?

Sabemos, sim, e o que eu disse é que o sr. João Eduardo também sabe porque é que isso, infelizmente, acontece. E não, sr. João Eduardo, a calúnia e a mentira depudoradas, isso não. Você sabe muito bem que não é verdade que as áreas urbanas de génese ilegal nasceram e cresceram com a tolerância do poder autárquico democrático. Isso é uma mentira tão retinta que já nem os mais empedrenidos dos opositores políticos a esta maioria utiliza, caro sr. João Eduardo. Tem que rever rapidamente os seus argumentos, porque se alguém travou, e mais do que travou, inverteu a tendência para alastramento destas situações, e com muito êxito, foi precisamente o Poder Local Democrático em Almada (como noutros concelhos onde o problema se regista).

Só que aqui há um problema muito complexo, e por isso muito complicado de resolver. O facto é que se tem que intervir para introdução de infraestruturas em terreno já construído, ao contrário do que seria lógico e do que acontece nos processos legais de urbanização. Para além de que nos processos legais existe normalmente uma entidade que tem por obrigação de concretizar as infraestruturas - o promotor - e nas situações ilegais existem, na maioria dos casos, uma multiplicidade muito grande de titulares, que têm que por-se de acordo. Não venha escamotear a realidade das coisas, sr. João Eduardo. E menos ainda baseado na mentira e na calúnia.

Mas felizmente, a própria realidade do território de Almada desmente cabalmente o que diz o sr. João Eduardo. Hoje temos já muitas situações de recuperação de áreas urbanas ilegais, outras estão a caminho dessa recuperação, e poucas serão as que não terão condições, de todo, para serem recuperadas. Foi, está a ser, um esforço ciclópico da gestão democrática e das populações envolvidas. Que é muito superior às suas calúnias.

7. Quanto aos 2%, leia os relatórios dos Serviços Municipalizados, não lhe digo mais nada. E já agora esclareço uma coisa que você parece não ter percebido: Câmara Municipal e Serviços Municipalizados têm uma e a mesma orientação. Não tente, porque não vai a lado nenhum, pôr um em confronto com o outro, porque isso é coisa que não acontece, nem pode acontecer.

8. Finalmente, já tinha percebido o ramo em que o sr. trabalha. Nunca o referiria não fosse o caso de ser você próprio a dizê-lo. Esse facto, porém, leva-me a deixar-lhe uma última pergunta: a que "obra feita" se refere para se sentir não convencido?

Anónimo disse...

Permitam-me que dê uma achega no que diz respeito a legislação.
O Decreto-Lei nº 555/99 não foi revogado. Levou uns toques, aquando da publicação do citado 60/07.
Mesmo assim, atenção à nova legislação - deste ano - que abrange e altera alguma da matéria em causa.
Desculpem ter interrompido o vosso debate mas não o faço com má intenção.
Bem pelo contrário.

Um outro pormenor. As ruas, nas freguesias citadas, são mesmo centenas.
Chegamos a esta conclusão se procedermos a uma conta de somar.

Para já, e por enquanto, considero os vossos pareceres tratados com elevação, com pequenas excepções, aqui e acolá.

Tendo os senhores, na maioria dos casos, opiniões díspares, a razão não é, em vós, um denominador comum.
Mas, como alguém disse, da discussão nasce a luz.

Cumprimentos cá do EU

Anónimo disse...

Por tudo aquilo que tenho lido, tenho verificado na posição dos apoiantes do trabalho da CMAlmada uma postura que é a típica dos militantes do PCP. Só eles é que são trabalhadores, só eles é que são competentes, só eles é que são honestos: sectarismo típico do PCP. Aliás parecem convictos de que a CMAlmada deverá continuar a ser gerida por eles nas próximas décadas, quiçá séculos. São universos mentais muito diferentes do meu.
Num passado muito remoto também eu votei CDU nas eleições municipais em Almada. Contudo, porque cresci, amadureci, vi mundo que antes não tinha visto e comparei, depressa me iludi com a CDU.
E cada vez estou mais desiludido. É que não é só o trabalho realizado que é insuficiente; é que as obras realizam-se para depois ficarem abandonadas. É que não há um projecto de desenvolvimento integral para o concelho. Temos alguns oásis mas isso não invalida que a totalidade do município seja um deserto. O problema é que a pessoa que está à frente dos destinos de Almada é a mesma desde há praticamente 20 anos. O poder absoluto continuado não é, nem nunca foi, bom conselheiro para ninguém. Também para MESousa já se viu que ele não está a ser.
Aquela senhora demonstra cada vez mais um grande alheamento em relação à realidade objectiva, comportando-se de forma autista vivendo no seu mundo de faz de conta, não ouvindo ninguém, fazendo no entanto o papel de que ouve todos.
Como estamos perante uma câmara que não funciona como órgão colegial mas está demasidao centrada na personalidade de MESousa, este comportamento da autarca contamina todo colectivo, mesmo que possam existir alguns vereadores inclusive da CDU que tenham vontade de mudança. No passado, já tivemos dois casos desses devidamente disfarçados (claro está!), em que os vereadores entraram em rota de colisão com a presidente.
O mau estar fora da autarquia é grande, uma parte cada vez maior da população está insatisfeita e provavelmente no interior da autarquia tal também acontece.
Mas pouco transpira cá para fora.
Certo, certo é que nos 34 anos pós-25 de Abril nunca o PCP em Almada esteve em tão maus lençóis.

Anónimo disse...

Sonhos ... O último anónimo gostava que a realidade fosse a que conta. Só que não é essa a realidade.

Pode continuar a falar em "posturas típicas", em "sectarismo", e outras coisas desse tipo. Não me importo nada com esse tipo de "acusações". Porque é muito engraçado: apenas os que defendem a CDU e a CM Almada é que são essas coisas todas. Os outros, não são. Por isso, não me incomoda nada mesmo este tipo de discurso, que parece ser muito fundamentado, mas revela paenas sentimentos e sonhos.

Sabe, caro anónimo, de facto temos universos mentais muito distintos. Porque apendi, porque cresci, e porque conheci mundo, é que cada vez mais acredito que este projecto é válido e tem todo o futuro à frente. Diferentes concepções do mundo, não é? Felizmente somos assim, diferentes uns dos outros.

E diga-me lá uma coisa: quando você acredita em alguma coisa, o que faz? Não a defende? E quando a defende, acha sério da parte daqueles que não acreditam nessa mesma coisa, chamá-lo de sectário? Gostava que lhe dissessem que por defender aquilo em que acredita estava a ter "atitudes típicas" de qualquer coisa? Que o acusassem de ter a mania que é o único que sabe? A menos que você não defenda as ideias que tem, as coisas em que acredita. Ou defende?

É que, de facto, discursos pseudo moralistas como o seu são mais ofensivos do que parece. Agridem sem piedade. Por isso, não posso deixar de reagir. Porque é você quem tem uma atitude típica: a de anti-comunista primário! E isso eu, sinceramente, não penso que seja inteligente, desculpe a honestidade.

Anónimo disse...

Caro anónimo das 6:58,
Não sou anti-comunista, nem típico nem atípico. O anti-comunistmo é uma paranóia vossa que tudo justifica. Vêem fantasmas em todos os cantos.
Quanto às minhas convicções é claro que as defendo, mas contrariamente aos senhores não me considero dono da verdade e estou sempre disposto a ver as coisas por outros prismas.
Sou assim, no respeitante à política, à religião e até mesmo no futebol. Considero-me uma mente aberta.
Quanto aos epítetos com que classifico os membros do PCP (muitos! felizmente não todos), sabe porque o faço ? Porque sei do que falo. Na minha família, há (havia) muitos comunistas, portanto, sei do que falo. Eu próprio, que na altura do 25 de Abril era uma criança, poderia ter vindo a ser comunista. Mas, tal não aconteceu, exactamente porque apesar de jovem adolescente rapidamente percebi que aquele não era o meu ideal, aquele não era o meu mundo, e isso porque não sou maniqueísta, não divido o mundo entre bons e maus: de um lado os bons, os comunistas, do outro, todos os restantes, os maus.
Apesar de jovem, e apesar das lavagens ao cérebro familiares a que fui sujeito, ultrapassei essa fase e parti para outra. De que, felizmente, não me arrependo.
Quanto ao trabalho da CMAlmada (o assunto que aqui nos traz) gostaria de acreditar nas boas intenções descritas no panfleto que também eu recebi em casa. Mas, conhecendo o trabalho desta câmara e todo o seu histórico, não posso, sob pena de estar a ser incoerente comigo mesmo, acreditar nele.
Porém, mais uma vez vou dar uma oportunidade à câmara e aguardar o que se vai passar, por exemplo, nos próximos 12 meses. Daqui por 1 ano voltaremos a falar sobre este assunto.
Saudações.

zé povinho disse...

Entretanto Almada vai piorando, a qualidade de vida no concelho cai e os respnséveis pela situação quando sairem vão de tulha cheia a expensas da população.
Bonito.

Anónimo disse...

Obviamente não nos leva a lugar nenhum continuar a discutir com tão sectária posição, como é a do defensor oficial da CMA.

No essencial, mesmo sem querer acabou por me dar razão. Só mais dois comentários:

1. Todos os estudos feitos até hoje sobre os bairros clandestinos, como os que foram apresentados recentemente num colóquio em Sesimbra, confirmam que onde o fenómeno foi maior tinham governos da CDU (Almada, Seixal, Barreiro, Sesimbra, Vila Franca de Xira, Loures, Amadora). Está tudo documentado, só não se fala mais nisso por ser politicamente incorrecto?

Basta fazer uma comparação entre as fotografias aéreas destes concelhos no início dos anos 70 e 10, 15 ou 20 anos depois. Façam a comparação, é assustadora!!!

2. Mantenho a opinião de que a maioria dos proprietários de casas nos centros históricos e outras áreas mais antigas, são pequenos proprietários, com poucos recursos para este tipo de obras e não é com campanhas de coimas que se resolve o problema.

Essa é a velha questão da CDU, ou melhor destes autarcas de Almada em concreto, não vou generalizar, de atirar com o "estado" para cima do cidadão. Pois eu acho que o estado tem de servir as pessoas e não o inverso, mas talvez eu seja um perigoso liberal...

De resto sei muito bem o que é a posse administrativa, que a Câmara até usa com muita frequência para limpar terrenos quando os proprietários não o fazem (basta consultar as actas das reuniões de câmara, no site da CMA).

Ora, assim sendo, se estão tão certos que os proprietários de imobiliário têm tanto dinheiro para obras e não fazem porque não querem, para serem consequentes deviam levar até às últimas consequências, tomando posse, fazendo as obras e cobrando depois.

Como fazem nas limpezas dos terrenos.

Finalmente, tem algum problema mal resolvido com a actividade imobiliária? Será por acaso uma actividade ilegal, repugnante, criminosa?

Lembro-lhe aquilo que muito bem sabe: é da actividade imobiliária que a CMA retira a maior parte das suas receitas.

Provavelmente também para lhe pagar o seu ordenado.

Cumprimentos

João Eduardo

Anónimo disse...

Quanto a bairros clandestinos o que se passa em Almada é muito preocupante, pois, para além de continuarem a existir muitos bairros que ainda não foram minimamente reconvertidos, estão a surgir novos como por exemplo nas Terrdas da Costa mesmo por baixo do ex-libris Convento dos Capuchos, sem que se veja a câmara mexer uma palha para tentar resolver a situação.
Assim, anda-se a tentar resolver as asneiras de há 30 anos, e simultaneamente estão-se a cometer erros no presente que vem vier em seguida terá de resolver no futuro. Desta forma, nunca iremos resolver o problema da habitação e seremos por muitas e ainda longas décadas um concelho subdesenvolvido, conquanto estas verdades a CMAlmada não as queira ver nem ouvir. Para a CMAlmada só interessa aquilo que está pintado em tons de rosa.

Anónimo disse...

Sabe, sr. João Eduardo, quem revela uma necessidade tão grande de qualificar as posições dos outros de forma negativa, como o sr. tenta fazer, normalmente é porque não tem argumentos e por isso não tem razão. Se eu sou sectário, e isso o torna feliz, pelo facto de assumir posições de defesa da política prosseguida pela CM Almada, pois então que seja muito feliz com isso.

Agora, distorcer a realidade e falsear a história, isso eu não aceito de ninguém, nem de si.

E você distorce a realidade e falseia, com isso, a história.

Senão vejamos:

1. Você escreve isto: "Todos os estudos feitos até hoje sobre os bairros clandestinos, como os que foram apresentados recentemente num colóquio em Sesimbra, confirmam que onde o fenómeno foi maior tinham governos da CDU (Almada, Seixal, Barreiro, Sesimbra, Vila Franca de Xira, Loures, Amadora)".

Mas afirmar isto é muito pouco, muito pouco mesmo. E é demagógico. Para além de se ter "esquecido" de Sintra, Cascais e Oeiras - por acaso territórios onde se situaram os maiores bairros de génese ilegal (não fale em clandestinos, já não se usa), inclui o Barreiro que teve e tem pouca expressão neste domínio, escamoteia a verdadeira essência do problema. Só fala do que lhe serve os seus interesses.

O que o sr. aqui devia ter dito é que o fenómemo da construção ilegal se registou em toda a área metropolitana de Lisboa, e também do Porto mas em menor escala, por razões muito objectivas que não têm a ver com governos locais.

Em primeiro lugar porque a explosão deste fenómeno ocorreu em momento histórico em que nem sequer havia governos locais democráticos, no fascismo.

Em segundo lugar, porque o fenómeno ocorreu sem que no país houvesse qualquer legislação que permitisse actuar eficazmente contra ele.

Em terceiro lugar ocorreu na Área Metropolitana de Lisboa com particular intensidade, porque graças a uma desgraçada política económica nacional, perfeitamente desastrada e incorrecta, própria da ditadura fascista, foram muitos milhares, se calhar milhões de cidadãos de outras partes do país atraídas a esta região, à procura de emprego e melhores condições de vida, sem que se tenha cuidado de garantir as condições mínimas de alojamento - e mesmo de trabalho - a todas essas pessoas.

Mas isto tudo ocorreu não com governos locais da CDU, mas muito antes, sequer, da CDU existir como força política.

Mais tarde, uma grande parte do território afectado pelo fenómeno veio a ser governado, efectivamente, pela CDU a nível local. Mas isso foi mais tarde, muito mais tarde.

E sabe que mais? Quem se aproveitou daquelas condições que referi - êxodo do interior em massa, ausência de legislação e existência de amplas áreas de terrnos não ocupados na Área Metropolitana de Lisboa, foi precisamente um amplo sector da actividade imobiliária sem escrúpulos que se aproveitou da situação que se verificava e especulou até não poder mais. Pergunta-me se tenho alguma coisa contra o sector imobiliário, não é? Tenho sim, exactamente o que acabo de dizer!

2. Quanto à questão da descapitalização dos proprietários de edifícios, parece que você não quer perceber o que eu digo. Já disse que infelizmente é verdade, há muitos que estão descapitalizados. Mas não são todos, e julgo mesmo que não são a maioria. Por isso não confundo a árvore com a floresta, e não aceito esse argumento para justificar que não se faça um esforço para que seja assegurada a conservação dos imóveis na cidade e no concelho em geral. Porque é disto que se trata, efectivamente.

3. Sabe o que é a posse administrativa? Óptimo, pelo que diz parece que não sabe, mas eu acredito que saiba.

Mas aqui o sr. segue o mesmo raciocínio parcelar, por isso falacioso, que usa para os bairros ilegais. Só fala do que serve os seus interesses. Diz que basta olhar para as actas das reuniões de câmara e ver que há muitas posses administrativas. Não há assim tantas, há algumas sim, mas não basta olhar ao número, é necessário ir mais fundo e perceber porque e em que condições essas posses administrativas são decididas. Se o não fizer está a escamotear o essencial, e a distorcer, uma vez mais, a realidade.

Também já disse aqui que as posses administrativas são decididas em situações extremas de perigo para a segurança ou para a saúde pública, de situações resultantes do desleixo e abandono dos proprietários respectivos.

Mas afinal, sr. João Eduardo, a quem compete a responsabilidade primeira por zelar pela propriedade de cada um? Não será a cada um? Então o sr. defende o salve-se quem puder, é? Olhe que o que vem aqui defender é muito perigoso. Se o levarem à letra, há muitos oportunistas que podem muito bem pensar que não vale a pena sequer preocuparem-se com as suas propriedades, porque há-de vir a Câmara para resolver o problema. Acha isso o caminho correcto? E para além disso, por acaso sabe quem paga as posses administrativas? Sabe? Se calhar sabe, mas não pensou nisso, não é?

4. Já lhe disse o que tenho mal resolvido com alguma (e sublinho ALGUMA) actividade imobiliária. Aliás, é uma questão mal resolvida de alguma actividade imobiliária com a sociedade portuguesa.

Agora se é da actividade imobiliária que a CM Almada retira a maioria das suas receitas, é porque a actividade imobiliária, por um lado, gera muitas receitas, e por outro lado tem condições para as gerar, o que será um bom sintoma económico.

Para além do mais, o sr. João Eduardo revela uma vantagem - bom, não sei se será mesmo uma vantagem, mas enfim - relativamente a mim: sabe de onde vem o dinheiro para me pagar o ordenado. Ou desconfia. Olhe, sr. João Eduardo, eu não sei de onde vem o dinheiro que paga o seu ordenado. Nem desconfio. Mas digo-lhe com toda a franqueza, estou-me perfeitamente borrifando.

Anónimo disse...

Não noto aqui nada que ilibe a CMA de tão flagrante incapacidade.
A arrogância e o pedantismo da sua presidente estão à vista.
Mesmo que - como se refere num outro comentário - alguns dos seus parceiros vereadores tenham outra visão.
A senhora é que manda. O resto são cantigas da rua.
Que o digam os tais ex vereadores que "fugiram" de uma coisa em que não acreditavam.
E um deles foi bem claro ao dizer que servia o Partido mas não estava disposto a servir a D. Emília.
Sintomático.

Anónimo disse...

Sugiro que leiam o Boletim Municipal de Maio 2008, mais concretamente o artigo referente à inauguração de um recinto desportivo na Quinta do Bau Bau, Sobreda.
Lê-se ali que os contactos entre a comissão de moradores local e a CMAlmada para construção do recinto em causa começou em 1979, acentuou-se em 1982 e o recinto foi inaugurado, finalmente (ufa!) em 2008, isto é, 25 a 28 anos depois o recinto é uma realidade. É obra !
No acto da inauguração a senhora presidente botou faladura, como diriam os nossos amigos brasileiros. De entre as pérolas de retórica e demagogia ditas pela senhora destaco três:
1) "autarcas... homens e mulheres sem sono"; ficou-se, contudo sem perceber porque motivo os autarcas não têm sono, se porque sofrem de insónias ou se, pelo contrário, não dormem porque algo lhes pesa na consciência.
2) "não há quem nos ganhe"; neste caso fica-se sem perceber quem é o "nós" se MESousa a autarca modelo a quem proponho que seja levantado desde já um monumento por subscrição pública ou, se pelo contrário, o "nós" é o concelho de Almada. E neste último caso significa que Almada é o melhor concelho do país, embora as estatísticas não o demonstrem nem a maioria dos cidadãos que cá vivem se dêem contas disso.

3) "O concelho de Almada vai ser fantástico"; neste caso MESousa faz-me lembrar o saudoso camarada MAO que se referia amiudemente aos "amanhãs que cantam". Também em Almada os amanhãs poderão cantar mas os presentes estão bem mais próximo das lágrimas.
Enfim, o Boletim Municipal é bem um exemplo da uma publicação que tem de ser lida nas entrelinhas: ali não há problemas nem formas de os resolver, ali há um concelho em tons de rosa para consumo dos mais desprevenidos.

Anónimo disse...

A consumação desse recinto desportivo deve muito à persistência de uma munícipe residente no local, de seu nome Maria Joaquina.
Se não fosse a sua abnegação à causa, o recinto ainda não tinha passado do papel ou nem nunca tinha sido uma hipótese.

A alínea 3 do anterior anónimo refere uma das frases de MES: "O concelho de Almada vai ser fantástico".
Quer dizer que ainda não é. Fantástico senhora presidente! Que novidade...

E assim (não) vai este nosso território.

Anónimo disse...

Precisamos de mais Marias Joaquinas, para fazer Almada progredir. Não precisamos de mais Marias Emílias. Uma já basta e sobra.

Anónimo disse...

A Maria Joaquina é Maria Joaquina Bau Bau. Vai às sessões da CMA apoiar a Maria Emília. Está a jogar em Casa!
Sabiam?
Ela é a Directora desse Centro e o BMunicipal só fala em Maria Joaquina. Porquê?
Quem recebe os subsídios apoia a Maria Emília. Em contrário não recebia.
Maria Emilia joga em casa e Maria Joaquina Bau Bau joga em casa.
QUE RAIO DE JOGO ESTE!
Nada de ilusões.

ricardo disse...

Hum!
Cheira a promiscuidade

Anónimo disse...

Ninguém é capaz de esclarecer a situação da Quinta do BAU BAU,com os apoios da Câmara de Almada?

Anónimo disse...

Pergunte à Comissão de Moradores dessa Quinta.
Nem todos estão do mesmo lado...

Anónimo disse...

É impressionante como o autor deste blog-pasquim aceita, sem um comentário que seja, que impunemente aqui se insulte tudo e todos.

A propósito de um bem que foi conseguido por um bairro do Concelho de Almada - um bairro de génese ilegal, sublinhe-se, que foi legalizado num processo exemplar, sublinhe-se também -, com muita luta, muito trabalho e muita persistência, um bem que vem beneficiar objectivamente as pessoas que vivem naquele espaço, a resposta que esta gentalha tem para dar é apenas ... o insulto gratuito.

É verdadeiramente triste que aqueles que aqui dizem a todo o momento que defendem a liberdade, a transparência, a honestidade, que se afirmam defensores da verdade das coisas, permitam que se insulte desta forma, ainda por cima a propósito de uma coisa que é boa para as pessoas directamente envolvidas, e se quisermos, é boa para os Almadenses em geral.

Porque é que a construção de um polidesportivo na Quinta do Bau Bau há-de "cheirar a promiscuidade"? Porquê, expliquem-me lá? E porque é que a construção de um equipamento que serve a população, e em particular as crianças, será um "jogo"? Porquê, expliquem-me lá?

Mas de facto, perguntem à Comissão de Moradores ... não estarão todos do mesmo lado, mas certamente serão poucos (muito poucos, mesmo) os que contestam o trabalho que foi feito e continua a ser feito neste bairro do Concelho de Almada.

E o interessante é que os (também) poucos que andam para aqui apenas para contestar por contestar, caem em contradição profunda de cada vez que resolvem abrir a boca. Vejam só: se se constrói um polidesportivo (e outras coisas) num bairro qualquer, é porque há promiscuidade, conluio e outras coisas desse género. Mas se não se construisse, seria porque havia abandono e não querer saber. Tudo serve para atacar e denegrir o trabalho da CM Almada!

Dou-vos um conselho: continuem por este caminho! Continuem a destilar apenas veneno. As pessoas que mais directamente vocês visam serão capazes, no momento certo, de vos dar a resposta adequada. Quanto ao resto, diz o povo (e com toda a razão) que "vozes de burro não chegam aos céus".

Anónimo disse...

Este anónimo das 10:53:00 AM é um cómico.
Está no direito de pensar o que quiser e como quiser.
Mas abra os olhos, leia. Abra os ouvidos (uma lavagem resulta), oiça. Feche a boca, cale-se.

Guarde esses seus conselhos.
Não provoque se não quer ser provocado.
Os adjectivos que aqui utilizou assentam-lhe que nem uma luva.

Não é preciso denegrir a CM Almada. Ela, por causa da sua péssima gestão, está denegrida por natureza.
Minha querida Almada, o que te têm feito!!!

Deixe esse ar de vítima.
Coitado, você deve ser um sofredor nato.
Mas por favor escolha outro local para choramingar.
E que para peditórios desse género, já dei.

Não há pachorra para o aturar.
Get out, please!!!!!

PS: Para gentinha como você não uso democracia.

Anónimo disse...

Para algumas pessoas que defendem a CMA, os almadenses não precisam de pensar nos problemas de Almada, de se preocupar, de se molestar com o atraso e subdesenvolvimento do concelho, de apresentar criticas ou sugestões. A Cãmara Municipal (presidente e seus muchachos)estão aí noite e dia para pensar por nós, por eles e pelo partido.
Nós só temos que lhes agradecer . Tudo que virá destes eleitos é bom para todos.
Se foram eleitos pelo povo são mesmo bons...bombeiros.
Tenho a impressão que isto não é democracia.

Anónimo disse...

Já repararam que as fachadas dos prédios, das ruas por onde passa o comboio!? ou será metro??! estão todas pintadas com o apoio da CMA. por que será??? E as outras porque não???
Não passa aí o metro. não dá muito nas vistas.!!

Anónimo disse...

Para o anónimo das 11:36 AM, 31 de Maio,

Tanto nervosismo! Doeu-lhe? A verdade custa, não é?

Não vou cumprir a sua ameaça! Não vou fechar a boca e calar-me! Mas ouvir, isso oiço, e bem. Por isso reajo! E ver também vejo...

Pois é, gostava de andar por aqui a falar sozinho, a destilar veneno sozinho, sem ninguém a contrariá-lo, não era? Pois bem, não conte comigo para lhe fazer esse "favor". Nem a mais estúpida das intimidações que você tente fazer me desmobilizará.

Você diz que não usa democracia com gente como eu, mas engana-se. Você não sabe o que é democracia! Ponto final de exclamação. Mas eu sou daqueles que acredita que você ainda poderá curar-se desse mal, e vir a aceitar as regras do jogo democrático um dia. Quem sabe? Entretanto, ter-me-á aqui a defender o que entendo dever defender sempre que eu quiser!

Já agora, se se deixasse de ameaças vãs e insultos gratuitos, e me respondesse às questões que coloco? Hein? Não faria melhor figura?

Anónimo disse...

Agora para o anónimo do mesmo dia mas das 11:57 AM,

É a mim que se dirige directamente, por isso respondo-lhe.

Ao contrário, precisamente ao contrário do que você afirma, entendo que todos os Almadenses devem, em liberdade, reflectir, pensar e expressar as suas angústias e as críticas e sugestões que tenham para fazer. Todos os Almadenses e todas as críticas!

Mas a liberdade implica responsabilidade, e a responsabilidade implica vontade de contribuir para construir, não para destruir.

Você próprio fala em atraso e subdesnvolvimento do seu Concelho (duvido que seja o seu Concelho, mas admito ...). Mas não assume minimamente a responsabildiade que a liberdade de afirmar uma coisa dessas lhe deveria conferir. Diz, assim, para o ar, genericamente. E se eu lhe pedir que concretize, que nos diga objectivamente porque é que Almada é um Concelho atrasado ou subdesenvolvido, certamente que a resposta que obterei será semelhante à que obtive atrás e à qual já respondi.

É que a liberdade só existe mesmo quando somos responsáveis. Se a utilizamos apenas para denegrir - isto não é nenhum lamento - então não seremos livres, nem nós nem ninguém.

É por isso que não me deixo intimidar por verborreias delirantes (estou a adjectivar, sim!) como a do anónimo que se picou tanto com a minha intervenção, e a quem respondi antes de si.

Volto a perguntar o mesmo, com toda a liberdade: porque é que a construção de um polidesportivo, destinado a servir as pessoas no concreto, num bairro de génese ilegal que passou por um processo de legalização exemplar, há-de ser considerado um "conluio" ou um "jogo"? Porquê? Quais as razões objectivas que levam a uma afirmação destas? Perguntar isto é provocação? Esclarecer isso que alguns pensam sobre o seu concelho e que você acha que têm toda a legitimidade para pensar, é provocação?

Por isso é que aqui deixei o meu conselho e volto a reiterá-lo: continuem por este caminho! Certamente é o bom caminho ... E pouco me importa que algum anónimo venha agora (com toda a má educação, sublinhe-se) "aconselhar-me" a não dar conselhos ...

Anónimo disse...

Hoje é comemorado o seu dia, anónimo das 09:59:00 AM.

Vá até ao seu parque infantil, brinque com os da sua idade (coitadinhos), dê umas cambalhotas, faça uns pinos, e por aí.
Mas não deixe por lá os habituais excrementos.
Deite o lixo no lixo.
Mas não vá atrás.

Estamos combinados?

Anónimo disse...

O falta de respeito de quem revela apenas ser um despeitado, como este último anónimo (que é, seguramente, o mesmo anónimo que apenas sabe insultar), chega ao desplante do tratamento que dá ao que de mais importante nós temos: as crianças! Para ele, as crianças são aquilo que ele diz! Imagine-se só! Que ser humano será este? Será ser humano mesmo?

Este seu comentário apenas revela o carácter distorcido (qual Mr. Scrooge!) desta personagem que deve ter da vida uma visão muito triste! Triste e enfadonha! Coitado ...

Mas até o Mr. Scrooge se corrigiu! Portanto ...

Anónimo disse...

Tomara você execrável criatura ser comparado a uma criança.
Quando o leio sinto-me agoniado.
O que disse eu das crianças?
Não invente sua besta!
Você já começa a meter-me nojo.

Anónimo disse...

Xiiii, onde chega o desespero! Acalme-se, homem! Ainda tem para aí um ataque cardíaco. Olhe que o fel é um mau conselheiro ... Ah, você não gosta que eu lhe dê conselhos. Paciência, agora já está!

Anónimo disse...

Bairro de génese ilegal?
Quando começou a ilegalidade?
Legalização exemplar?
E os outros?
Quem lucrou com a ilegalidade?
Há quem se preocupe e empenhe nos elogios à presidente da Câmara?
Vai sempre.
Mau Mau ! BB!

Anónimo disse...

Estive fora, já há algum tempo que não acedia ao blog e verifiquei que já se passou à fase do insulto.
E por aí não vou.
Os problemas de Almada são reais, não são imaginários. E basta andar de olhos bem abertos que nos deparamos com eles a todo o instante.
Mas, não é através do insulto gratuito que os problemas se resolvem. Bem sei que alguns senhores adeptos da CMAlmada gostam de provocar, mas penso que a melhor forma de lidar com eles é dar-lhes o nosso desprezo.
Não merecem sequer que nos demos ao trabalho de teclar para lhes responder.
Entretanto, os problemas de Almada aí estão a aguardar resolução e precisam que todos nós nos empenhemos através da nossa posição crítica e também das nossas sugestões construtivas.

Almada não pode esperar mais!

Anónimo disse...

Este anónimo último é um castiço. Esteve fora (?) e diz que não vai pelo insulto. Castiço, mesmo!

O problema é que logo depois desta solene declaração de intenções, insulta todos quantos defendem a CM Almada! Então em que ficamos? Não vai pelo insulto? Então porque é que insulta?

Os defensores (eu!) da CM Almada gostam de provocar? Em quê? Isso é que é um insulto, e você diz que por aí não vai! Responda lá às questões concretas que eu coloquei! Quem insulta não são os defensores (eu!) da CM Almada! Quem insulta é quem diz que a construção de um polidesportivo é um "conluio", uma "promiscuidade", e outras coisas do género. Você diz que não vai pelo insulto. Mas a única coisa que é capaz de fazer é ... insultar!

Da "vossa" posição crítica? Das vossas "sugestões construtivas"?????? Onde é que isso está? Quais são as "posições críticas" e "sugestões construtivas" que aqui foram dadas, até este momento, por "vocês"? Promiscuidade é uma posição crítica e uma sugestão construtiva? Conluio, idem, idem?

Desprezo é aquilo que eu lhe dedico a si. O que não me impede, pelo contrário, de lhe responder.

Anónimo disse...

Quer uma sugestão construtiva?
Aqui vai: para a rua com esta administração autárquica, já!

Anónimo disse...

Sugestões construtivas é:
-aplaudir a CMA na sua/suas obra/obras
-aparecer em todos os eventos municipais ou patrocinados pela CMA e prestar vassalagem, sorriso de deferência, aos "dignitários" autárquicos que por lá aparecem para que o povo os veja
-ser colaborante com a CMA ou pelo menos não a afrontar
-pedir subsídios à CMA e logo ficar submisso aos autarcas
-votar para as autárquicas PCP/CDU embora para as legislativas vote PS, PSD, PP, BE ou outro qualquer
-elogiar publicamente o trabalho da CMA para agradecer subsídio recebido ou merecer subsídio que espera receber.
Autarcas mais brancos que estes não há...Perdão, mais democratas!
Sim, porque quem critica a CMA não é de esquerda, nem de Abril!

Anónimo disse...

Que grande desorientação e desespero anda por aqui!

Repito: continuem por este caminho! É, certamente, o caminho certo (passe a redundância ...)!

Imagine-se só: um "golpe de estado" como ... sugestão construtiva! É de bradar aos céus! Desorientação? Desespero? Não, é muito, muito mais do que isso. É o carácter arrogante e anti-democrático a falar mais alto. É a verdadeira face daqueles que apenas sabem intervir agredindo, e quando são confrontados com a necessidade de se justificarem prosseguem ... agredindo.

O insulto, a agressão, esta atitude de arrogância é o sinónimo mais acabado da incompetência. É isso que estes anónimos são: INCOMPETENTES!

Anónimo disse...

Caro anónimo das 5:14,
Mantenho o que disse, para pessoas como o senhor só o desprezo.

Anónimo disse...

Eu não costumo ser assim. Mas como você insisite em agredir, pago-lhe na mesma moeda: é mútuo, caro anónimo das 8:51, Junho 01. É mútuo o desprezo. Não lhe ligo mesmo a mínima.

Se me dou ao trabalho de perder tempo consigo, é apenas por respeito a outros. E porque acho que esses outros não devem ficar apenas com o seu desprezo. Por isso, e só por isso, é que ficam, também, com o meu.

alfacinha disse...

O anónimo das 7:43 diz : "É isso que estes anónimos são: INCOMPETENTES!"

e tem por via disso uma virtude :
apelidar-se de incompetente porque assina como anónimo.

Distraiu-se e não reparou que estava a dar um tiro nos pés.

Deve ser daquele tipo de portugueses que quando se apanham numa cadeira do poder dizem : "os portugueses têm a mania...",

julgando-se ele, sumidade, imune ao "virus do subdesenvolvimento" que molesta os coitados dos outros portugueses(

Anónimo disse...

Caro alfacinha, já que fala em tiros, pode crer que a sua esperteza é um tiro que lhe sai pela culatra...

alfacinha disse...

de: alfacinha
para: anónimo 11:00:00AM

Esperteza?
O sr Está enganado.
Não tenho. Nunca tive arma de fogo, nem nunca me foi distribuída nenhuma pelo meu partido político ou por outro qualquer, nem antes, nem depois do 25 de Abril de 1974.
É tudo que se oferece dizer.

Anónimo disse...

Percebo que não, afinal! De facto, de esperto o alfacinha não tem nada!