Em...Almada, o MST ou o comboio-eléctrico da Câmara Municipal, também designado o TGV (Transporte Geralmente Vazio) de Almada está a revelar-se um elemento negativo, mesmo muito negativo para a vida e actividade económica da cidade e também factor agravante e penalizante da qualidade de vida dos moradores ao longo do espaço canal, perturbando a tranquilidade e o sono dos residentes.
Na Ramalha, duas ruas foram destruídas pela Câmara Municipal por ordem da sua presidente para aí meter o comboio, quando o Estado Português, dono da obra, havia aprovado uma outra e melhor solução para a passagem das composições ferroviárias que circulam entre os prédios das antigas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes.
O Jornal de Notícias de 21/03/2009 em notícia, ( retirada do blog
http://triangulodaramalha.blogspot.com/) dá conta do martírio a que os moradores locais estão sujeitos com a passagem das composições entre as 5 horas da manhã e as 2 horas da madrugada do dia seguinte, transportando "meia dúzia " de passageiros.
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A foto da reportagem mostra-nos o comboio na que foi a rua Lopes de Mendonça. Na que foi a rua José Justino Lopes existe agora um vale ferroviário.
Os moradores destas duas ex-ruas foram roubados.
Almada sofre e agoniza com a decisão da presidente da Câmara em colocar uma via férrea dupla ao longo do eixo viário central de Almada, a coluna vertebral da cidade, destruindo-o irremediavelmente. Com isso retirou as pessoas das ruas e avenidas, matando o comércio e a vida de Almada.
Os moradores ao longo do antigo eixo viário central, actual espaço canal, são agora perturbados com o ruído contínuo da passagem das composições ferroviárias, algumas até parecem ter "rodas quadradas", superior ao ruído que os veículos auto faziam.
Nas ruas laterais para onde o trânsito automóvel é desviado, subiu a poluição sonora e ambiental provocada pelos gases libertados devido ao aumento da circulação local e ao "pára-arranca" constante dos veículos.
No Centro Sul de manhã e à tarde é o caos com o trânsito sujeito a paragens contínuas e congestionamentos longos provocados pela passagem frequente dos comboios a atravessar a Bento Gonçalves.
De manhã até às 9h 30m - 10 horas a Bento Gonçalves fica congestionada com viaturas no sentido descendente, desde o cruzamento dos comboio que vêm de Corroios.
Almada perdeu qualidade de vida e o comércio definha, lojas fecham e o desemprego aumenta, porque as pessoas, os potenciais clientes, foram afastados do centro, com imposições ridículas e ditatoriais da presidente, que faz desta nossa terra uma coutada sua e do seu partido, com consentimento das oposições.
A destruição de Almada está em marcha, diante do folclore e do foguetório pré-eleitoral da Câmara Municipal, que as oposições não se atrevem a criticar.
A população que criticou este projecto do apelidado MST, por não estar ligada a interesses pessoais e partidários no projecto, estava cheia de razão quando levantou objecções sensatas ao que a Câmara Municipal queria fazer e conseguiu fazer a Almada.
Será que um dia nos vamos ver livres, dignamente, dos destruidores de Almada?